sábado, 28 de maio de 2016


REFLEXÃO SOBRE ESSE MOMENTO TRÁGICO:

Tenho medo da rejeição e do recalque da sensualidade e da sexualidade, que são ótimas, e poderiam ser louvadas para quem tem talento para tal (e nem sempre esse talento surge nas(nos) idealizada(os) "bonitas/bonitos-padrão").
Estupro não vem do desejo por sexo, e sim da PER-versão do desejo por Poder e de Submissão do Outro.
Logo, reprimir o apelo sensual/sexual NÃO vai reprimir o tesão pelo estupro, que é de outra ordem.
O Caldo Cultural Patriarcalista-Patrimonialista age por outros meios, é fenômeno antigo, que nos embebeda a todos (não só a estupradores), que não vai ser desconstruido pela mera punição, e muito menos pela rejeição-recalque do que é positivo, criativo, e saudável.
Espanta-me, inclusive, dentro desse aspecto do assunto, a repressão/condenação do humor e da alegria embutidos no assunto, sem os quais a alma fenece, a Poesia fica pobre, já que pobre e pouco sorridente ficam o Erotismo e a Sedução (valores mitológicos de Afrodite que ainda trazemos no sangue, e que se expressam quando não há repressão/recalque).
Buscar criminalizar a vítima é se tornar o trigésimo quarto estuprador, e é uma reação tão antiga e inadequada quanto o Caldo Cultural Patriarcalista-Patrimonialista.
É tão PER-verso quanto o estupro em si.
É sempre um perigoso equívoco, aliás, quando a PER-versão é "louvada".
Assunto paralelo ao debate do caso recente: o que é que alguém pode ter contra um RITMO???...
Não entra na minha cabeça a criminalização – por exemplo – do Funk...
Da mesma forma, "letras malandrinhas" para as músicas, com segundo e terceiro 'sentidos', SEMPRE existiram. Há 'duzentos anos' atrás, quando eu tinha uns 5 anos, já ouvia algumas, inclusive tocadas no rádio.
So what? Quando há Educação ao redor, a gente aprende a hora e o lugar de lidar com o humor e o erotismo sem ferir quem quer que seja.
O limite começa no Outro. E a Educação também foi feita para exercitar o que significa o ‘o tal do Outro’ a respeitar.
Sem querer ser ‘auto-referente’e já irresistivelmente sendo, lembro que sou Psicoterapeuta, e trabalho também com Ações Responsáveis, especialmente as voltadas para as Masculinidades, tenho 66 anos de idade, e mais de 40 de exercício profissional, com livros publicados e tudo (Creio que isso me fornece uma credibilidade mínima, certo?...rsrsrsrs).
MAS... 'apesar da idade' (?!) não perdi o humor, e continuo fazendo aulas de dança diárias, que vão de balé clássico a FUNK TAMBÉM... Aliás, nesse quesito, "quebro tudo", e morro de rir.
Isso NÃO impede que, ao chegar em casa, eu ouça Händel, Duke Ellingtom, João Gilberto, e Itamar Assumpção (com uma passada ritual por Arnaldo Dias Baptista dos Mutantes, claro).
Por essas e outras me dedico (como disse) ao estudo e a abordagem reflexiva das Masculinidades, o que me obriga a uma interdisciplinaridade de interesses e estudos, já que é a Cultura que está em questão num primeiro plano.
Infelizmente a maioria dos indivíduos e das instituições não dá a menor pelota para o tema, e tenho muita dificuldade de levá-lo adiante.
E enquanto não nos dedicarmos seriamente a esse estudo e a essa abordagem reflexiva, pouca coisa mudará.
Não é mero "achismo" meu; muitos autores planeta afora amparam minha hipótese.
Punição dos PER-versos e/ou criminosos DEPOIS é pouco, e pouco eficaz em termos de reais mudanças, como temos visto.
Muitos já foram punidos, e o fenômeno se mantém.
Creio que está evidenciado que é mais importante a PREVENÇÃO ANTES.
Doente é por si mesmo o Caldo Cultural Patriarcalista-Patrimonialista no qual estamos todos imersos; basta ver o inacreditavel número elevado de mulheres que TAMBÉM criminalizam a estuprada (e até ritmos!)....
Dessa imersão nesse insalubre Caldo podre, emergem, SIM, eventuais monstros deformados, particularmente PER-vertidos.
Mas sem a abordagem reflexiva das Masculinidades sobre suas características identitárias (que permanece numa espécie de 'ponto cego' graças ao próprio Caldo), pouca coisa mudará, se transformará, na questão do estupro (individual, coletivo, genocida em guerras, etc).
Muito menos mudará "rápido".
O imediatismo tende a ser preconceituoso, precipitado, e estéril, inclusive; daí sua restrita credibilidade ou consistência.
Graças aos bons deuses, a Mulher ao menos está organizada, e isso já protege, acolhe e ampara muitas mulheres.
Se queremos que o fenômeno em si seja transformado, precisamos (e podemos) construir pontes de atuação.
Estou com aqueles que propõem a Educação Sexual, claro que com Educação Afetiva e do Amor ao Outro incluída, a médio e logo prazos, mas com consistência.
É de pequenino que...


ILUSTRAÇÃO, Laerte Coutinho


quarta-feira, 20 de abril de 2016

MAIS UMA VEZ REVISTO:

IDENTIFICANDO O DANO PSICOLÓGICO POR EROTIZAÇÃO PRECOCE

(*)Baseado na primeira versão escrita em 1998, para o número 0 do Jornal do Movimento Contra a ErotizaçãoPrecoce/Angels, e revista agora).

Por mais “circunspecto” que seja o tema que - por algum motivo - eu precise estudar/abordar, não deixo de refletir sobre ele, de investigá-lo, de pesquisá-lo também através do instrumento HUMOR.
Esse caminho - nada ortodoxo - invariavelmente me reserva surpresas, excelentes informações, ou subversivas descobertas das quais não poderia abrir mão. Por que? Tragédia e Comédia na realidade jamais  se desgrudaram na História do dito ‘Humano’; quer compreender melhor um aspecto, espie o outro também...

Assim, enquanto preparava o texto para uma palestra sobre ética (para um grupo de estudos), descubro e reservo, perto da pilha de livros, uma “tira” de humor do poético cartunista Laerte, publicada na Folha de São Paulo.
Nela, o Diabo procura Deus, pedindo ajuda para colar a tampa de seu relógio, que teria se soltado. Deus, que aparece lendo Filosofia, o atende e pega logo a cola; mas, ao fazer isso, os dois (trapalhões?...) acabam colados um ao outro, e o relógio permanece quebrado...
O Diabo comenta o resultado: -“Ih! O tempo parou!...”
Deus acrescenta com certo tédio: -“Ora! E eu lendo metafísica!...”

Também aqui seria impossível pensar no assunto excluindo as questões Estéticas: a plausibilidade do tempero do Humor, de seu peculiar e estimulante senso crítico.
E muito menos excluindo as questões Éticas, “diabos e deuses” colados/costurados, “tempos parados”, eternos retornos, e filosofias, às vezes imersas em certas per-versões pós-modernas, isto é, freqüentemente restritas à retórica...mas “não vividas”. Discursos e Ações per-vertidamente divorciados.

Quando dualidades estruturais (como essas: DISCURSO x AÇÃO) estão divorciadas, se distanciam perigosamente do elemento que cuidaria do diálogo plausível entre elas: a RESPONSABILIDADE.

Creio que não precisamos lembrar que esse movimento - (Movimento Contra a Erotização Precoce) - não traria de volta a criança de outros e passados tempos, a quem os assuntos sexuais, e/ou o desenvolvimento da SEXUALIDADE em si, seriam negados ou proibidos, por discursos e práticas do tipo:
 (Negados) -“Crianças são tão inocentes, que nem têm isso, nem sentem essas coisas!”
(Ou sumariamente proibidos) -“Crianças são inocentes; não devem, não podem aprender essas coisas!”.
A intenção dos responsáveis pelo Movimento não é essa.

Pelo contrário, o Movimento reivindica o DIREITO DA CRIANÇA a uma orientação adequada a cada etapa evolutiva de seu (singular, pessoal e intransferível) desenvolvimento, que tenha ESCUTA e que RESPEITE O OLHAR DELA SOBRE A SEXUALIDADE, CONDIZENTE À SUA FAIXA ETÁRIA.
Tudo CONDICIONADO À ESPONTÂNEA SOLICITAÇÃO da criança, claro.

Claro que há filigranas de definição de “erotização”, ou mesmo de “precoce”, que podem vir a “evoluir” ou a se transformar (talvez!) com o tempo (hipótese levantada, por exemplo, pela psicanalista Elizabeth Roudinescu).

Mesmo assim, poucas dúvidas pesariam sobre a opção de preferir o Olhar da Criança, pedido por ela, apropriado aos limites de seu corpo, de seu desenvolvimento afetivo e intelectual, a quaisquer imposições/invasões violentadoras, fruto do Olhar de quaisquer adultos.

A psicanalista Susan Isaacs um dia perguntou:
...“O quê pode ser mais nocivo para a bondade e a felicidade que a circunstância de ser induzido a pensar que a própria existência teve suas raízes em algum mistério vergonhoso?”... (Tradução minha; “Anos de Infância”, Editiones Hormé; pág. 129).

“Vergonhoso”, pode ser inclusive: - tanto o que seja proibido e transformado em tabu, - quanto o que seja constrangedoramente (ou violentamente) imposto, invasivamente.
Exatamente por não ser vergonhoso, e sim sublime como a própria Vida, (porém tão complexo quanto à própria Vida), o processo de inserção no universo da sexualidade ou erotização merece cuidados.
Os mesmos cuidados que merece o processo de inserção no universo genérico da autonomia, no universo sagrado da singularidade.

Susan Isaacs, neste mesmo livro, lembra que as inevitáveis primeiras perguntas sobre a sexualidade, atravessam a sexualidade, para perguntar - na verdade - sobre a EXISTÊNCIA.
São perguntas existenciais, que evidenciam - em primeiro lugar - a inserção de mais um ser vivo na metafísica; aquele pequeno indivíduo quer, na verdade, exibir sua recém-adquirida “carteirinha de ser – humano”...

Segundo Susan Isaacs, é como se a criança dissesse:
“-Ei! Preciso aprender sobre essas coisas misteriosas que ando intuindo, porque já percebi que não sou uma pedra, não sou uma florzinha, nem um animal qualquer; quero que vocês saibam que percebi que somos um grupo, que eu pertenço a este grupo, e que isso serve para alguma coisa!...”.

É o recurso que a criança tem de entrar para o “clube” dos seres que se preocupam (e como seria possível estar vivo e não se preocupar?...) com as mais estimulantes perguntas do universo:
“De onde viemos? Para quê estamos aqui? Para onde vamos? Por que o Ente e não antes o Nada?...”
“O SENTIDO? Onde está o SENTIDO?”, é outra (nobre?) pergunta freqüente na produção poética humana (inclusive a poética e humorística).

Sem direito (ao menos!) à autonomia do perguntar: -“Onde está o sentido/significado de existir?”, um ser (que mereça o a categoria de humano) talvez não suportasse viver!
Não é sequer necessário ser alfabetizado para sonhar.
Mas ser autônomo e singular é fundamental para sonhar, para SER.
LOGO o processo dessa construção não pode ser nem  impedido, nem “atropelado”, nem (muito menos) INVADIDO.
O sonho, comum a qualquer ser humano, “prova” isso.
É no sonho que a sofisticação do POÉTICO se torna plausível.

Prova que a “carteirinha” que podemos dizer que a criança reivindica ao perguntar: “como ele nasceu?” ou “de onde vêm os bebês?” existe: a singular subjetividade.
Existe, e deveria ter um valor.
Valor, e não preço.

Assim: - fazer de conta que sexo não existe, - ou falar de sexo como se fosse apenas uma asséptica experiência científica de laboratório ou mesmo um  exercício aeróbico de uma academia de ginástica, - ou demonstrar (mesmo que com um único músculo facial) que aquilo é alguma coisa perigosa ou maldosa, são atitudes que vão roubar muitos  tijolos preciosos da construção das noções de valores existenciais, de valores p(r)ó-éticos da criança, noções de generosidade, quanto preciosos tijolos da construção da sua livre sexualidade...

Além disso, violentar a espontaneidade, impondo informações sobre a sexualidade – ou pior -  impô-las com o olhar malicioso DE ADULTO experimentado, se equipara à mais reles violência sexual, onde um ser exerce o seu (suposto) poder, vertical e arbitrariamente, sobre o Outro, quer falemos especificamente de episódios de pedofilia ou não.
Se o Outro é de fato uma criança, eqüivale especialmente a um assassinato, já que a singularidade original que ali se desenvolveria antes do crime não mais se manifestará: está morta, mesmo dentro de um corpo que poderá, talvez, continuar vivo.
Diante dessa funesta possibilidade não seria hora de perdermos tempo com eufemismos.

A espontânea construção da sexualidade e ou da singularidade do Outro, É O OUTRO, faz parte dele, do corpo existencial dele.
A construção do sujeito é o sujeito; é o poder-se-tornar-sujeito.

No primeiro capítulo de “Princípio Vida”, Hans Jonas comenta, com outra intenção teórica, mas ainda oportunamente, para esta nossa reflexão:
...”No corpo está amarrado o nó do Ser, que o dualismo rompe, mas não desata”...(pág. 34).

Invadir a criança com palavras, imagens, ou olhares maliciosos devia ser considerado tão CRIMINOSO quanto invadir com seu corpo, adulto ego-centrado (egoísta?) tiranicamente autoritário, o corpo até então livre do Outro.
Possibilidades de patologias individuais é um tema que merece debate específico; lembremos apenas que são episódios sistematicamente associados à identificação de abuso na própria infância do novo abusador, a se perpetuar.

Se o processo de erotização de uma criança é invadido pela intervenção maliciosa de (um) adulto(s), e o sentido existencial de seus próprios questionamentos é ignorado, a sexualidade da criança, perdendo assim seu SENTIDO, é “coisificada”.
A sexualidade dessa criança é desvinculada do ato de existir e de seu sublime Sentido...

A sexualidade da criança deixa de significar uma possibilidade de fruição prezerosa e compartilhável da existência, da Vida.
Se a sexualidade que a trouxe para a vida (ou para o existir) é “UMA COISA”, ela (a criança) também é “APENAS UMA COISA”...
Não é mais ALGUÉM; é ALGO.
Aquele ser humano, cuja existência plena iria desenvolver plausibilidades de se expressar, inclusive quanto a sua sexualidade, sem eufemismos, foi assassinado.
Indivíduos têm VALOR; coisas têm PREÇO.

Vivemos tentando fazer de conta, inclusive, que não enxergamos o gigantesco contingente de crianças cuja sexualidade/existência está sexualmente “vendida” nas ruas, ao nosso redor; ou o assunto deveria se restringir às crianças de classe média ou alta que têm “lar”, “família”, e “televisão”?...
SOMOS TODOS RESPONSÁVEIS; NOSSAS MÃOS ESTÃO SUJAS...
Eu mesma precisei participar de um vídeo-animação para a ONG ABBIA, com o título “AIDS para crianças de rua” (com roteiro de Herbert Daniel e desenhos de Claudio Mesquita, e dirigido pelo antropólogo Flavio Braune), para começar a aprofundar minhas reflexões sobre isso.
A questão nos rodeia, mas PARECE “invisível”, a não ser quando “nos incomoda” diretamente...
Afinal, coletividades estão igualmente sujeitas a patologias, o que também merece debate específico em outro momento.

Leandro Konder (entre vários outros) lembrou, um dia, numa crônica de jornal, que: ”HOJE EM DIA QUASE TODO MUNDO SABE O PREÇO DE QUASE TUDO, MAS QUASE NINGUÉM SABE O VALOR DE QUASE NADA”...
Por que será, heim? A QUEM interessaria essa banal “COISIFICAÇÃO GENERALIZADA?”...

Textos felizmente ainda com “GRANDE IBOPE” sobre ética, utilizados (subversivamente, como na ficçãode Ray Bradbury, Fahrenheit 451) são os de Baruch Spinoza (1632 / 1677), onde consta, por exemplo, que “a alma é o corpo visto através do pensamento”, ou que “a alma responde a tudo o que acontece no corpo, assim como o corpo há de sentir o efeito das paixões construtivas ou destrutivas que prosperam na alma”.

Não basta ao indivíduo ter CORPO / AFETOS / INTELECTO.
Mesmo que “TENHA” os três, ele só “EXISTE” se estes três elementos conseguirem EXERCITAR A BUSCA DA INTERAÇÃO  EQUILIBRADA ENTRE ELES.
Só ASSIM o indivíduo ganha a chance plausível de MATAR A FOME DO SENTIDO, do significado de existir...
Nó funcional que dualidades não rompem de todo...como lembrava Hans Jonas.

Lá pelo século XVIII a infância “FOI INVENTADA” (assim como a adolescência, lá pelo século XIX).
Até então não nos preocupávamos com o que caracterizava esses períodos evolutivos dos indivíduos, ou com os cuidados que os nossos descendentes mereciam em seu desenvolvimento.
NÃO; infelizmente não foram “estudiosos bonzinhos” que decretaram estas “INVENÇÕES”, e deflagraram os estudos (que ainda hoje evoluem) sobre nossas crianças e nossos adolescentes.
Na verdade foram movimentos da evolução do capitalismo, nesses momentos históricos, que precisaram de NOVOS PERFIS DE CONSUMIDORES...
Foi graças a essa demanda de Mercado que “inventamos” a infância e a adolescência...

Recente (e felizmente), o consumidor idoso também foi “DESCOBERTO”, e – assim - “INVENTADA” a “Terceira idade”ou sei lá que novos nomes esse grupo ganhe.
Que categoria de consumidor trará a próxima “INVENÇÃO MERCADOLÓGICA” - e aí sim - NOVAS consequências pedagógico-comportamentais-jurídicas?... Aguardemos!
SIM; “diabos” e “deuses” nasceram colados/costurados/misturados...

As “invenções” vieram do trâmite mercadológico.
Mas - uma vez inventadas - foram DE FATO desenvolvidas por estudiosos, que viram SENTIDO em investigar e pesquisar.
Aí sim - de fato – demos um passo à frente...
Obrigada, Sr. Mercado!...

Na época em que a primeira versão desse texto foi escrita, acontecia uma semana sincronicamente curiosa, ao longo da qual a imprensa alardeou a “nova programação infantil das Tevês”, assinalando “o quão educativas elas decidiram realmente se tornar a partir do ano em curso”...

NÃO; não me parece que “executivos bonzinhos” decretaram, arrependidos, o banimento de “inconveniências  infanto- juvenis” de nossas telas.
Na verdade, inúmeros novos produtos educativos, que precisam de consumidores, foram criados. Por exemplo, na animadíssima e ágil, mas ainda incipiente WEB; inúmeros produtos (jogos, livros, discos, etc.) educativos estão mofando no comércio em função da eterna crise econômica (e já energética), ao mesmo tempo que as escolas particulares (devido às mesmas crises), sofrem com a evasão de seus consumidores... PERDÃO!... Alunos...
É a demanda do Mercado sobre o consumidor em potencial: agora é a “criança circunspecta e futurista supostamente pronta a aprender com a tecnologia - (e a pagar por isso)” que exige a modificação do perfil de nossa programação infanto–juvenil na (ainda) poderosa mídia (que só sobrevive – aliás – a partir de seu diálogo com a igualmente poderosa voz dos consumidores).

SIM; provavelmente nossos descendentes vão “ganhar/lucrar” em aspectos não – mercadológicos, e estudiosos DE FATO terão acesso à possibilidade de interferir, e DE FATO desenvolverão afirmativamente tudo isso; DE FATO criarão um processo de transformação na informação direcionada a nossas crianças e jovens. SIM: a esperança não morre jamais.

Outro tema específico que mereceria aprofundamento, e que está trançado com o que tentamos desenvolver hoje, é o do DIREITO À PRIVACIDADE.
Georges Bataille não conseguia conceber Erotismo sem um toque de INTERDIÇÃO; quando tudo é permitido, até o erotismo se transforma em “PRODUTO”; e “PRODUTO FÁCIL DE ACHAR OU CONSEGUIR”, logo, tanto o seu “VALOR”, quanto o seu “preço” (objetiva e simbolicamente) abaixam: até o erotismo cai na problematização da “lei de oferta e procura”.
Se a "oferta" abunda, seu "valor" e o "preço" descem...
A privacidade tem paredes cada vez mais finas.
A existência dO LUGAR da possibilidade de Interdição parece eventualmente esquecido.
A criativa e enriquecedora tessitura de CORPO+AFETOS+PENSAMENTO parece frequentemente antes desqualificada que rompida com pertinência..

Seria "coincidência" a ausência de desejo (e a consequência disso, a depressão) terem aumentado assustadoramente a incidência da ausência de privacidade confundida com "liberalidade"?...
A SUPOSTA solução que primeiro aparecem são de OUTROS PRODUTOS: viagras daqui, e antidepressivos dacolá, vendendo abundantemente, e é certo que ninguém mais feliz com isso que os bolsos mercadológicos da Indústria Laboratorial ...

Isso me faz lembrar uma cena Mitológica, que envolvia as deusas gregas Hera (preocupada em manter a chama do desejo de seu marido Zeus aceso mesmo com o passar do tempo de seu casamento), e Afrodite (bela, e tida como sapiente nos sortilégios da sedução, a quem Hera decide pedir conselhos para sua preocupação). Reza o mito que Afrodite teria recomendado à Hera que não se apresentasse facilmente despida para o próximo olhar de Zeus; recomendava que antes usasse um cinto, que lhe envolvesse num bela túnica, para que ele, interditado, desejasse retirar o cinto, curioso, entretido, logo desejoso novamente... 

Outro tema ainda mereceria também um próximo aprofundamento: uma espécie de “PRÉ-CONCEITOS  no universo dos preocupados com PRECONCEITO”.
Seu melhor exemplo talvez fosse a excessiva preocupação com os Mitos contidos nos Contos de Fadas, ávida e ritualisticamente repetidos à exaustão pelas crianças, já que o ritual de repetição ali executado é o da saudável elaboração gradual de questões de evolução das interioridades de cada criança: repetem a mesma história (seja pela contação delas, seja por sua leitura, seja por filmes e vídeos assistidos) até que a “digestão” daquele universo interior se torne “palatável”, e mais compreensível.

Alguns segmentos feministas, aparentemente distanciados por motivos diversos do SENTIDO desse universo simbólico, tratam-no como se fosse “realista”, e pretendem – por exemplo – “eliminar” as figuras arquetípicas das princesas. Estou tentando apenas ‘pinçar’ e fornecer um exemplo do que anda acontecendo nesse sentido; mas há vários outros.
Isso é invasivo, logo, contraproducente para o desenvolvimento das interioridades das crianças, especialmente no que diz respeito ao erotismo delas.

Lembra a psicoterapeuta Jean Shinoda Bolen, que - por exemplo - “não vai por um bom caminho uma mãe identificada pelo arquétipo de Palas Atena – que prioriza o Saber, a circunspecção, os vínculos profissionais  – que exige o mesmo para uma filha cuja singularidade se identifica com o arquétipo de Afrodite – que prioriza a beleza, a sedução, os vínculos amorosos”. Assim, como assinala que o mesmo fenômeno poderia acontecer se imaginássemos a inversão da identificação arquetípica.
Essa exigência, quanto mais severa, mais invasiva, mais prejudicial ao universo das interioridades singulares daquela menina, inclusive no que diz respeito à sua sexualidade, por melhor que seja a intenção teórica da mãe...

SIM; o “milk-shake de diabos e deuses” é a “metafísica mais realista” que o adulto tende a desvendar, com o “tempo quebrado” - ou não - que lhe restar.

domingo, 17 de abril de 2016



OBRIGADA Jean Wyllis, por ter mantido o Humanismo "bem vestido" hoje.
No momento "elogio à tortura" de hoje, momento exato quando uma parte de mim morreu, sobrevivi graças à VERDADEIRA ELEGÂNCIA que você foi o único a exibir, frente a execrável, imoral, amoral declaração daquele ser torpe.
Cuspir era a ÚNICA COISA DIGNA E principescamente CHIQUE a fazer. Parabéns!
Manteve uma outra parte minha viva.
OBRIGADA por mostrar o que é um ser HUMANO; falível, mas HUMANO.
OBRIGADA por exibir tão claramente que "herois" SUPOSTAMENTE impecáveis são 'fake' (e perigosos).
O que vejo ao meu redor diariamente, com raras exceções, são uma imensa boiada que rumina obedientemente, um gordo enxame reativo, imitativo e repetitivo, muitos robôs, e uma multidão de zumbis...

SOBRE O CUSPE AO FASCISTA

"Depois de anunciar o meu voto NÃO ao golpe de estado de Cunha, Temer e a oposição de direita, o deputado fascista viúva da ditadura me insultou, gritando "veado", "queima-rosca", "boiola" e outras ofensas homofóbicas e tentou agarrar meu braço violentamente na saída. Eu reagi cuspindo no fascista. Não vou negar e nem me envergonhar disso. É o mínimo que merece um deputado que "dedica" seu voto a favor do golpe ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI do II Exército durante a ditadura militar. Não vou me calar e nem vou permitir que esse canalha fascista, machista, homofóbico e golpista me agrida ou me ameace. Ele cospe diariamente nos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. Ele cospe diariamente na democracia. Ele usa a violência física contra seus colegas na Câmara, chamou uma deputada de vagabunda e ameaçou estuprá-la. Ele cospe o tempo todo nos direitos humanos, na liberdade e na dignidade de milhões de pessoas. Eu não saí do armário para o orgulho para ficar quieto ou com medo desse canalha." (Jean Wyllis)

terça-feira, 5 de abril de 2016



                             Ereshkigal e Inanna

Pessoas que tiveram acesso à educação, que têm regularmente acesso à informação, inclusive (no mínimo) a rudimentos da História (especialmente a recente), e entram nesse jogo abjeto de EXCLUSÃO dos que lhes soam diferente, frequentemente acompanhado de GROSSERIAS inomináveis, insultos baixos, xingamentos que equivalem a facadas, envolvendo-se num UNIVERSO DE MORTE do mesmo tamanho da tal "gentileza" que essas mesmas pessoas não se cansavam de publicar como BEM MÁXIMO ("Gentileza gera gentileza"), demonstram que sua fala não parece ir além da RETÓRICA VAZIA de um Espírito sem prumo, que a PRÁTICA REVELOU, evidenciou, em seu "novo" vocabulário, ou seu REAL vocabulário agora explicitado.


COMO DORMEM?...QUE SONHOS TÊM?...
Como ACORDAM rumo ao futuro trágico por natureza que aguarda A TODOS, tanto a eles quanto a seus desafetos?...
Como dormem-acordam depois de passar o dia colocando "estrelas amarelas", "estrelas rosas", estrelas-da-morte nos peitos de quem lhes parece DIFERENTE, e POR VONTADE PRÓPRIA?!...

Não têm sequer como empregar a desculpa esfarrapada de Eichmann, que se justificava dizendo que "apenas cumpria ordens"!...
NÃO HÁ COMANDO PERSONALIZADO para tal coisa!...

A não ser que estivessem TÃO VAZIOS, e apenas COBERTOS POR UMA APARÊNCIA DE ELEGÂNCIA COSMÉTICA, cuja elegância era para enganar bobos!...
Estou abismada!...


Reclamam da mesma corrupção desenfreada que reclamo eu (quem não reclamaria dela, e de suas consequências funestas?).
Mas na "hora-do-vamos-ver", o que demonstram é a própria CORRUPÇÃO DE ESPÍRITO!...
Porque só uma profunda CORRUPÇÃO DE ALMA pode estar exposta nesse comportamento, nesses insultos, nesses xingamentos, e - especialmente - nessa EXCLUSÃO.

Estou HORRORIZADA.

Minha "loja" de EXERCÍCIO DIALÓGICO tem as "vidraças" estilhaçadas há cada dia.

A EDUCAÇÃO e a INFORMAÇÃO que receberam foram parar ONDE???...
A princípio seria suficiente para permitir uma REFLEXÃO de QUALIDADE!...
Seria suficiente para garantir um mínimo de COMPAIXÃO (COO-PAIXÃO) pelo OUTRO!!!...
E o OUTRO É o DIFERENTE!...


Nosso comportamento está abaixo do 'bárbaro'; abaixo do 'animal'.
Precisamos encontrar novas maneiras de nomear nossos gatos, cachorros, aves, insetos, etc.
Eles NÃO merecem o nome genérico que têm.
Nós, SIM.
Não satisfeitos em nos transformarmos em zumbis, nos animalizamos.
Qualquer um dos meus gatos, ou dos cachorros da minha vizinha são mais elegantes, acolhedores e amorosos que a maioria dos brasileiros de hoje.


Por que escrevi isso AGORA?


Acabei de ver um rapaz, que tem vida política (pois é esse seu talento, seu desejo, sua meta), e que NÃO está em NENHUMA lista de corrupção, ser "linchado", insultado, xingado, ameaçado e excluído sob um vocabulário que eu não sou capaz de usar nem com gente que já "pisou meu pé"!...

As pessoas ali reunidas SUPOSTAMENTE são educadíssimas, a grande maioria tem nível superior, tem tempo para tornar suas comunicações públicas na Rede Social...
COMO NÃO FICAR CHOCADA???....


Não acredito em pessoas ou instituições "impecáveis", e muito menos me considero assim; trato minhas falhas com muito respeito: são didáticas, afinal.

Mas o exercício da reflexão, da renovação do Senso Crítico (e consequentemente do Bom Senso) não para por causa disso!


A IMAGEM acima é uma ilustração de Fenrizulf, mostrando a Deusa Suméria Ereshkigal, uma espécie de Pré-Perséfone (ambas raptadas para os infernos em seus mitos), carregada de puro ódio, rancor, inveja, cega pela ignorância, apartada por isso da compaixão pelo Outro, eternamente rangendo dentes e cuspindo impropérios.
Ela não desenvolve uma pacificação, um perdão, do próprio coração, nem uma mediação, como a deusa grega, que visitava a Terra, provocando o renascimento da Primavera, o que elaborava também a ela mesma, redimindo e temperando seus rancores.
Na Suméria, essa elaboração só chega muito tempo depois, com outra figura mitológica, Inanna, que assume o lugar de Ereshkigal, mas passa a se revezar com seu parceiro terreno Dumuzi, também para que a mediação da Temperança seja plausível, e a Primavera renove a vida da Vida para todos.
Na ilustração de Fenrizulf, vemos o primeiro encontro de Inanna com Ereshkigal.
No mito, elas são irmãs.
Inanna entra no mito significando o ponto em que o movimento interior de REPARAÇÃO se tona plausível para nós, para nosso Espirito.
Faz parte de nosso desenvolvimento desenvolver a CAPACITAÇÃO À REPARAÇÃO: saber refazer, saber repactuar, saber reconstruir as coisas de modo pacificador, criador, produtivo, renovador.

Já sei que corro o risco de ouvir MAIS insultos, agora dirigidos a mim, devido eu preferir usar referências e citações, ao invés de privilegiar o que "acho-e-pronto".

É que prefiro isso ao abuso de "achismos; tenho motivos.
As citações mantêm o foco no assunto, e o retira do meu próprio 'ego'.
Já o mero "achismo", tão apreciado por tantos na Rede Social, é infantilóide, narcisista e vaidosamente egocêntrico, ficando, assim, encapsulado no umbigo do arrogante falante-da-vez.

Não seria isso um insulto a mais?...

Prefiro o eterno papel de ET, de 'chata' ou de 'biruta', (qual será a cor da "estrela-no-peito" que me colocam por causa disso?), assim como prefiro denunciar o processo de lavagem cerebral que a maioria parece estar sofrendo, o que deve estar divertindo apenas um pequeno grupo, ávido de Poder, que divide e alimenta a divisão, para contabilizar a manipulação que lhes vai garantindo esse Poder.


Lamento; mas também Penso, Reflito, Denuncio, Tempero sempre que possível, clamo por Mediação.

domingo, 3 de abril de 2016

ESTOU LÁ NO BLOG DO WERNECK HOJE:

http://blogdowerneckdireitoepolitica.blogspot.com.br/2016/04/porque-nao-uso-mais-nomenclatura.html
Alguns já conhecem o texto.
Se quiserem revê-lo, ótimo.
Quem quiser conhecer, ótimo.
Se deixarem algum comentário lá, melhor ainda; agradeço.
Basta procurar no link acima; copie e cole...VOILÁ!...

sábado, 2 de abril de 2016


                EU AMO A PLURALIDADE HUMANA!

Sou profissional da área da saúde há mais de 40 anos; vivo disso, dependo disso para sobreviver, mas tive uma educação Ética de primeira tanto em casa, quanto na escola, que foi lindamente polida e lustrada na Universidade, graças aos bons deuses, caso eles existam.
JAMAIS deixei de atender alguém pelo que ele pensasse, ou por sua estilística!
Ao longo da Ditadura (comecei a atender no início dos anos 70!) tive clientes militantes, e clientes do exército e da marinha!
Atendi a todos com o mesmo esmero, com o mesmo entusiasmo, com a mesma paixão, e mesmo respeito!
E continuo mantendo meu modesto "amor-ao-próximo" até hoje!
Para não dizer que não tem gente que eu escolhi "não atender", tem sim, mas o não-atendimento era DE ORDEM TÉCNICA: se após as primeiras entrevistas (antes de ser pactuado o início do processo propriamente dito) eu chegasse à conclusão que se tratava de um psicopata, eu não atendia!
E NÃO SÓ porque NÃO É CASO PARA PROCESSO PSICOTERAPÊUTICO tecnicamente falando!
Mas porque a Ética TAMBÉM falava alto, e eu me recusava a embolsar a grana daquela pessoa, por quem eu nada teria a fazer!!!...
Uma vez uma usineira de Campos riquérrima me implorou para que eu atendesse o filho dela; não aceitei mesmo ela tentando me oferecer pagar o triplo daquilo que eu cobrava na época!
Esse tipo de caso a gente contorna dizendo que "os horários não estão disponíveis, estão todos ocupados", e faz-se um encaminhamento plausível mais adequado para aquela pessoa!
Mas JAMAIS se deixa de atender alguém por sua estilística e/ou Pensamento, e muito menos se sai alardeando isso como se fosse motivo de orgulho!
Quem faz um compromisso profissional desses, faz um pacto de Amor ao Humano!
De amor À PLURALIDADE HUMANA!!!...
EU O FIZ, E GOSTO DISSO!...
Quando escolhi meu ofício, tive que refletir sobre o significado da escolha, tive que verificar se minha estilística existencial se adaptaria ao pleno desenvolvimento dele, e tudo que viria com o "pacote".
Afinal, o trabalho do adulto, para que suportemos viver, precisa ter a mesma graça que o brinquedo e o jogo têm para a criança que todos fomos no início, só que a vida adulta, se tudo correr bem, dura mais que a infância...
Se a necessidade nos obriga a atividades que não têm graça para nós, faz parte da Tragédia Humana, e mesmo assim não é compulsório: há quem dedique a vida a poder transitar da mera obrigação para o Desejo genuíno.
Mas se o Destino permite que nos encaminhemos para o Desejo, para um Sonho profissional, aí a responsabilidade é imediata: precisamos assinar um compromisso com ela.
Professores, Profissionais da Saúde, Profissionais da Lei, e muitos outros, cujo CONTATO HUMANO é primordial, têm - SIM - uma responsabilidade para a qual a intolerância está vedada.
Vamos esquecer por um momento o exemplo da tal Médica gaúcha que se recusou a atender o menino, ou o meu, e vamos a um fato que fiquei sabendo hoje, por uma amiga de São Paulo, a Cassia Ferrari.
Ela e os demais pais foram convocados para uma reunião na escola da filha; atenção: é uma ESCOLA PÚBLICA!!!...
Pois bem, lá, foram informados que a Festa Junina tinha sido suspensa, "porque os pais que são evangélicos se disseram ofendidos por esse tipo de festejo". QUE TAL?... E A ESCOLA ENDOSSOU ISSO!... A Cassia e vários outros pais - evidentemente - compraram a briga...
E aí? Alguém acha plausível uma Escola (ainda por cima Pública), ENDOSSAR A INTOLERÂNCIA À PLURALIDADE HUMANA?....
Porque para mim a questão é essa: intolerância
Aliás, intolerância e mal-humor!...
Uma Médica, PEDIATRA, que "não pode atender uma criança porque a mãe dela é petista"???...
Falemos sério!
Isso é sinal que, além de não saber conviver com o diferente (porque eu não sou petista, mas não vou partir do princípio que petistas sejam "criminosos" ou alguma espécie de "leprosos"), ela também NÃO SABE RIR DOS DESAFIOS QUE A VIDA COLOCA A NOSSA FRENTE!!!...
E - SIM- isso me deixa com "vergonha alheia"...


Na imagem, Freud, Jung e outros (tenho a impressão que o que está sentado no degrau é o Sándor Ferenczi...), em 1906, dando uma relaxada, que ninguém é de ferro...

sexta-feira, 1 de abril de 2016

CHILE, NÃO APLAUDO, NÃO APOIO, E DIGO O PORQUÊ!

Para compreender sobre o quê estou falando, vá antes ao site:
http://www.brasilpost.com.br/2016/03/16/meninas-princesas-descons_n_9480872.html


Apoio as iniciativas de desenvolvimento da Liberdade e de potências de todo tipo, CLARO.
MAS NÃO APROVO QUANDO A INICIATIVA DESQUALIFICA O APRENDIZADO das interioridades QUE SE DÁ COM OS MITOS, IMPONDO ARTIFICIALIDADES HIPERRACIONALISTAS.
Essa desqualificação (exemplificada com o projeto chileno abaixo) da elaboração das interioridades que só os mitos fornecem é um perigo, é artificial, e NÃO apresenta resultados tão criativos e
positivos o quanto alardeia; pelo contrário!...
Tem resultado, na verdade, apenas em vazio interior, em uniformização de boa parte uma geração, cooptada para ser 'mais um na boiada, ou no enxame, ou no bando de zumbis sem alma própria', após essa interferência de má qualidade na construção do devido senso crítico e autonomia de SER.
O contato com os MITOS é um RITUAL NECESSÁRIO, que dura um período que varia um tiquinho de indivíduo para indivíduo, e que SE TRANSFORMA, já que é acompanhado, por exemplo, pela CONSTRUÇÃO DO SENSO CRÍTICO; do Senso Crítico REAL, e não ARTIFICIAL como esse, imposto ARTIFICIALMENTE por esses cursos e processos que DESQUALIFICAM o LUGAR DOS MITOS na construção de nossas interioridades.
A proliferação desse artificialismo (ideológico? de má fé?), através desse tipo de iniciativa, já aparece no vazio interior que só se multiplica onde a juventude foi tocada por ele, infelizmente.
Os CONTOS DE FADAS e todos os seus representantes (o que inclui a produção Disney) são o SEMPRE bem vindo VEÍCULO plausível da MITOLOGIA.
E VIVA! a Singularidade, que leva as crianças (e só CADA UMA delas, SINGULARMENTE) a saberem o número de vezes que precisam pedir para que a gente repita um conto-de-fadas para elas, lendo, ou vendo filmes.
O nome do "curso" já é um insulto à capacitação das crianças.
Para a criança o SIGNIFICADO e o VALOR das 'princesas são uma coisa.
Para um adulto, já de posse de outros saberes e outras experiências é outra coisa.
Crianças não são bobas-nem-nada, e sabem tirar o partido que É PARA TIRAR dos mitos.
Se adultos ainda se exploram uns aos outros (e até a crianças), se abusam uns aos outros (e até a crianças), se ferem uns aos outros (e até a crianças), fica por conta do desenvolvimento de sua PER -VERSIDADE (per verter, verter inadequadamente) no desenvolvimento de suas interioridades (o que lamento), o que NÃO é causado pelo enredo dos mitos, GARANTO!...
Pelo contrário, a maioria de nós ESCAPA de uma auto construção per-vertida GRAÇAS aos Mitos, seus enredos, e nosso desejo de crescer bem consigo mesmo e com o outro.
Je suis Ingrid Guimarães!...
Quando pessoas apartidárias, que exercitam diariamente a autonomia de pensamento e a singularidade como eu, dizem que o FASCISMO ESPREITA NOVAMENTE, aí está uma prova, um exemplo de que isso é assustadoramente real.
Os perigosos bandidos retrógrados Bolsonaros, Felicianos, Cunhas, Malafaias GRITAM o nome de sua real ideologia a cada vez que abrem a boca ou agem, fantasiados de "políticos" e até de "religiosos".
Seus seguidores só faltam adotar camisas ora verdes, ora pretas, aos hipócritas gritos de '-Anauê!'. Infelizmente não se limitam a apenas zurrar. Exibem orgulhosamente sua limitada truculência que me enoja.
Não sei o que me assusta mais: a ignorância dos que não enxergam o fascismo atuante, a covardia dos que vêem e se calam, ou o apoio dos jovens de almas esvaziadas por adultos de má fé.
Aliás...E você; vai se calar também?...
Compreenda melhor lendo a matéria abaixo:
http://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2016/03/31/humor-nao-tem-partido-diz-ingrid-guimaraes-apos-sofrer-criticas-na-web.htm

quinta-feira, 31 de março de 2016



Achei essa foto com a minha linda e querida Lian Tai, que conheci na lida com a Campanha Homens Libertem-se / Men Get Free.
TAÍ! Inclusive como profissional Psi, GOSTEI!...
Nada como não perder o humor em circunstância alguma... Afinal, nada melhor que ele para polir o Senso Crítico, relaxando a reflexão que nos leva ao Bom Senso e à mediação...

Não há "LADOS" que devessem "grunir" uma para o outro. Há uma nação a zelar, o que demanda reflexão, diálogo, estudo, desenvolvimento de projetos!... Concordo mais uma vez com a Lian Tai que fala no vídeo abaixo :
https://www.facebook.com/midiaNINJA/videos/624052254419590/