
sexta-feira, 2 de março de 2012
ABRIL: "HOMEM AINDA NÃO EXISTE - Compartilhando reflexões para que ele exista" EM BH/MG!

Já pensaram se eu consigo fugir para Inhotim um pouquinho?
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
FILICÍDIO - VIDA - EXISTÊNCIA - ESCOLHAS - VEXAMES

É humor, e é seríssimo: é uma vergonha termos chegado a 2012 ainda assim.
Somos jurássicos meros suicidas assassinos, já que permitimos que esse 'mico' se perpetue.
Só a Poesia e o Humor nos salvam do vexame total na vida da Vida...
Tem, sim! E mais: se não houver ESSE tipo de 'alma', precisamos nos resignar a virar poeira de estrelas e ainda assim ficarmos honradíssimos com isso, pois podia 'ser apenas o nada', ao invés do Ente que nos deram (quem? quem?...) de lambuja!...
Fora precisarmos nos lembrar do quanto é patética a maior parte do que fazemos enquanto estamos aqui, nos degladiando por exemplo, enquanto nos comportamos como se fôssemos imortais, sem o menor 'simancol'...
Diante do que a imagem acima do LAERTE (ELE! SEMPRE ELE, O MELHOR!), a opção pelo bélico, pelo 'mateusprimeirosteus', pela farinhaépoucameupirãoprime
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
BRASÍLIA, LÁ VAMOS NÓS!
CONFIRMADO!
Chegaremos NA Livraria Cultura, COM DIREITO A UMA PEQUENA E BEM HUMORADA PALESTRA no teatro deles, E DISTRIBUIÇÃO DO PROVOCATIVO TRABALHO DA ARTISTA PLÁSTICA Denise Cathilina! Avisem os amigos e conhecidos em Brasília!
Aqui vai o endereço; aponto também a responsabilidade que significa lançá-lo em Brasília!12 de MARÇO – 19:00hs na Livraria Cultura - SHOPPING CENTER IGUATEMI BRASÍLIA SHIN CA 4, Lote A – Telefone (61) 71503504 - Lago Norte - Brasília - DF
BRASÍLIA: ‘Terra’ do Projeto Governamental Pró-Equidade de Gênero, que – curiosamente – ainda não têm Projetos de atividades para o contingente masculino, (endossando – no máximo - os Projetos sobre saúde física de homens...) administrado pela Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, e do moderno Projeto da Saúde do Homem, do Ministério da Saúde:
- ESPALHEM! AVISEM SEUS CONHECIDOS DE
BRASÍLIA; reenviem p. ex. o LINK:
https://www.facebook.com/events/315491851833973/
CITAÇÃO QUE INFELIZMENTE FICOU FORA DO LIVRO "HOMEM AINDA NÃO EXISTE - Compartilhando..."

ESPECIALMENTE PARA QUEM JÁ LEU "Homem ainda não existe - Compartilhando reflexões para que ele exista", e viu lá o elogio a Arte/a Comédia/ao Humor e ao Clown desenvolvido ao longo dele:
“Nasci clown e morrerei clown, embora a vida toda tenha sido um mero funcionário público. (Todos os funcionários públicos são meros, quando deveriam ser melros). Sou eternamente grato a um crítico que certa vez me chamou de clown (nem a minha própria mãe me chamou assim) — como sou grato aos que me chamaram de palhaço com segundas intenções ou mesmo com terceiras. Antes de morrer ainda hei de armar o meu pavilhão auricular, isto é, dourado, em todas as praças do mundo e dele partir como um bólido rumo a todas as constelações, pregando a hilaridade e a língua de fora à boa maneira de Einstein e dos enforcados: ASSIM!” (Campos de Carvalho).
E mais, numa entrevista a Mario Prata, onde mesmo as perguntas (e não só as respostas) foram redigidas por Campos de Carvalho:
-“O que significa o humor para você?”
-“Significa o auge de qualquer ficção ou de qualquer outra arte, no sentido de sublimação do sublime, da efervescência do fervor ou da originalidade do original. É um passo à frente de qualquer vanguarda, que se arrisca ao hermetismo da própria linguagem, ao desconhecido, ao inefável. É o caso de ‘Finnegans Wake’, por exemplo, ou do mais nebuloso poema de Mallarmé, cujo humor intrínseco sempre nos escapa (tão-me estranho, tão-me intrínseco) por mais que o tentemos desvendar. É o caso também do extenso poema em prosa ‘Hebdomeros’, de Giorgio de Chirico, cuja facilidade aparente é apenas a maneira que o autor encontrou para melhor se disfarçar e não se expor ao ridículo, que nele é apenas o humor verdadeiro e sutil. Note-se que não estou sequer tentando comparar-me a esses luminares da literatura de ontem, mas apenas tentando justificar meu total apreço pelo humor como forma de arte, mesmo partindo de uma pequena experiência como ‘O Púcaro Búlgaro’.”
Na Imagem, Campos de Carvalho (claro!)
sábado, 4 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
ACABEI DE RECEBER E ADOREI!

Clique para ver, pois vai valer a pena!
"Enquanto a pequena-grande burguesia brasileira discute, do alto da sua ilibada moral judaico-cristã-lusitana, que banheiro as pessoas transgêneras podem ou não usar, a Argentina, que em 2010 tornou-se o primeiro país latino-americano a reconhecer o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, deve tornar-se brevemente o primeiro país latino a reconhecer o pleno direito à identidade de gênero. A campanha, iniciada em agosto de 2011, está conseguindo colocar o tema na mesa de negociação pra valer. Segundo os organizadores, em dezembro passado conseguiu mobilizar a opinião pública para um grande debate nacional que se prevê acontecer no decurso de 2012.
Veja o video da campanha:
http://www.youtube.com/watch?v=LI48mrS4ml4&feature=player_embedded#!
Beijos
Letícia Lanz"
E não deixe de visitar
http://www.leticialanz.org/
Imagem: Ela, claro
UMA EXPERIÊNCA INTERESSANTE DE MARIA HELENA KUHNER

Maria Helena, citadíssima nesse BLOG, e mais citada ainda no meu livro "Homem ainda não existe - Compartilhando reflexões para que ele exista", generosamente (como sempre) mandou ontem para a página de debates sobre os temas do livro do Facebook (https://www.facebook.com/groups/233614050040876/permalink/262945837107697/) o seguinte relato:
"Oi, Cristina!
Um fato real acontecido comigo, como colaboração a seu livro. Está fazendo parte de meu livro "Teatro e Movimentos Sociais", como introdução a um dos textos teatrais que o compõem. Veja só o que diz:
"Da época (1988/ 89/ 90) em que eu redigia os manifestos que seriam distribuídos no dia 8 de março (Dia Internacional da Mulher ), guardei a preocupação de ouvir e expressar uma voz coletiva - no caso, ouvindo as mais de 60 entidades que compunham o Fórum Feminista do RJ - de modo a dar ao que era dito maior legitimidade e significação. Preocupação que manteria ao criar e coordenar, de 1989 a nossos dias, o Projeto Anna Magnani ( 39 eventos realizados) , visando à promoção das formas de expressão e manifestação da Mulher, e das inúmeras questões ligadas à construção de um mundo plural e melhor.
Preocupação que me seria válida no momento de atender ao convite do SINDIÁGUA, de Porto Alegre, para o Encontro de Delegados Sindicais do Rio Grande do Sul: os organizadores queriam colocar em questão o tema da relação homem-mulher ( o Encontro reuniria cerca de 160 homens e umas 5 ou 6 mulheres) sem a polêmica agressividade que havia caracterizado ( e, de certo modo, frustrado) tentativas anteriores.
Daí ter eu decidido buscar na música – principal forma de expressão popular – um eixo de expressão, com uma pesquisa em nossa Música Popular Brasileira.
O desafio que eu iria ter pela frente fixou claro para mim logo ao entrar no salão em que se realizaria a Oficina com esse tema, para 24 homens e 6 mulheres: todos os homens estavam agrupados à direita e todas as mulheres à esquerda, com um espaço vazio de cerca de um 1m. de largura entre os dois grupos, e tendo, ao fundo, encostada à parede, a mesa e cadeira onde eu supostamente ficaria. A organização do espaço era eloquente, falava já por si mesma.
Abrindo a conversa, apresentei a proposta: resgatar, com base na Música Popular Brasileira, a trajetória das mudanças ocorridas na relação homem-mulher, do início a meados do século 20, século em que começaram a surgir grandes mudanças nessa relação. Disse que eu tinha trazido uma fita gravada, com algumas sugestões, mas que a idéia era de que as demais músicas viessem a ser lembradas em conjunto, à medida que os temas fossem surgindo. E que, como eu não conhecia muito a música gaúcha, talvez fosse interessante começarmos levantando, talvez, alguma ou algumas que tratassem do tema.
Aceita a proposta, percebi que dois homens na primeira fila se entreolhavam com um sorriso maroto, e um deles disse :
- Eu sei de uma música, muito conhecida aqui no sul, sobre isso.
- Você pode cantar?
Ele se levantou e cantou: “Aprendi a domar/ amanuciando éguas/ e para as mulheres/ vale as mesmas regras / Animal, te pára!......” Enquanto a música continuava dizendo algo como “Não venhas para mim rebolando os quartos, que eu sei como te trato: é no chicote”, os olhares se fixavam em mim como se esperassem ver uma mulher à beira de um ataque de nervos.
Ele terminou e eu perguntei:
- Você acha que essa música representa o homem gaúcho?
- Bom, ela faz sucesso aqui há anos...
- Puxa, como o homem gaúcho é infeliz! - exclamei.
O espanto arregalou os olhos, sem entenderem: “O homem... infeliz” ?
Decidi me explicar:
- Pelo que eu entendi, a música fala de um garoto do interior, que “aprende a domar amansando éguas”, não é? Ora, é sabido que, não só aqui no sul, como em muitos pontos do Brasil, e até do mundo, o garoto do interior muitas vezes aprende a fazer sexo com animais, cabras, éguas, etc. E isso pode, mesmo, deixar marcas mais tarde: ele só ver na parceira a fêmea com quem ele, o macho, vai aliviar seu tesão. Mas, com isso ele pode perder uma das coisas mais bonitas e mais gostosas da relação sexual humana: a ternura.
Quando, na década de 1960, isto é, há pouco mais de 40 anos, aconteceu a chamada “revolução sexual”, William Reich, que cunhou essa expressão e foi um dos que mais escreveram sobre ela, dizia que na relação sexual humana há dois componentes essenciais: a igualdade – para um não ficar “dependente” do outro, e ... a ternura.
Atualmente, os que continuam a estudar o tema ( há na PUC-RJ, por ex., o Centro de Estudos da Masculinidade, dirigido pelo psicólogo Sócrates Nolasco) mostram que a educação, às vezes, é injusta para com o homem, não só por causa da frase tão repetida “homem não chora”, mas por algo que vai muito mais longe e mais fundo: exige-se do homem que ele seja sempre forte, ativo, agressivo, dominador, um “domador”, para ser o “chefe” no trabalho e o “cabeça” do casal, detendo em mãos o poder e o controle sem as fragilidades, a insegurança, o medo de todo e qualquer ser humano.
Com isso, os homens vão se reprimindo, não vão conseguindo falar de sua intimidade, falar de si, dizer o que sentem, tendo dificuldade em mostrar seu afeto em palavras e gestos, porque “isso é coisa de mulher”. E pensam que o homem não sofre com isso? Sofre. Ter afetos, sentimentos, emoções e ter que calar, faz sofrer.
Ter sensibilidade, e não saber ou não poder mostrar, porque “isso não é coisa de homem”, faz sofrer. Estar se sentindo, às vezes, frágil, cansado, inseguro, com vontade de pôr a cabeça em um colo e ter dedos passando devagar entre seus cabelos... mas não ter coragem de ir pedir ou buscar isso, é triste. Condenado ao trabalho e ao “desempenho” sexual, trancado dentro dessa “armadura” que é o modelo de homem que a cultura e a educação lhe impuseram, o homem, às vezes, se sente muito solitário. ( Esses comentários iriam ser desdobrados e longamente debatidos nos três dias da Oficina/ Seminário). E acrescentei: por isso a nossa pergunta aqui é: será que isso mudou? E, se mudou, mudou como? E por quê? É isso que nós vamos tentar ver, com a ajuda da Música Popular Brasileira.
Mas, o que me impressionou, e que faço questão de aqui registrar como significativo, foi o que ocorreu quando, ao final dessa primeira etapa do trabalho, já estavam todos saindo e se aproximou de mim um dos homens, de uns 50 e muitos anos:
- Posso falar contigo?
- Claro.
- Eu sou de...( e deu o nome da cidade do interior do RS, de onde vinha). Eu queria...eu queria te pedir um favor...É que...é que eu queria que tu escrevesses uma carta para minha mulher...
- Uma carta para sua mulher...? Pra quê?
- É que...eu queria que tu dissesses para ela tudo que tu disseste....aquela coisa da educação do homem...É que... ela diz que eu sou frio, que eu sou duro... ela acha que eu não tenho sentimentos... que eu não gosto dela porque eu não faço essa coisa de ficar de mãozinha dada... e de fazer agradinhos ...e botar a mão no ombro...Não é do meu feitio...Eu ia me sentir ridículo se fizesse... Mas isso...isso às vezes complica as coisas entre nós...
Olhei aqueles cabelos grisalhos, aqueles olhos ansiosos dentro de um rosto que não movia um músculo, e cuja comoção eu apenas conseguia adivinhar nas pausas e silêncios de sua fala, ora contida, ora em jorro súbito em que a expressão de afeto nem se permitia ser dita e até os adjetivos ficavam em suspenso:
- Eu tenho um filho de 17 anos. Agora ele passou em 1º lugar na Faculdade. Eu tenho um orgulho danado dele. Quando eu soube do 1º lugar, eu fiquei...! Tive vontade de dar um abraço, um abraço forte nele, mas... mas eu não consigo... ainda mais um homem abraçando outro homem... é... é esquisito, sei lá...Eu não consigo... Não consegui dizer nada, só falei “Meus parabéns!” e vi que ele ficou me olhando, desapontado....
- Sua mulher deve gostar muito de você, para não querer ver você reprimido e também não se sentir insegura, sem ter certeza do seu afeto. Então eu lhe daria uma outra sugestão: você contar a ela o que foi debatido aqui e mais tudo o que acabou de me dizer. ( Quem sabe projetada em minha imagem, a fala dele talvez pudesse “se soltar”?). Se comoveu a mim ouvi-lo, pra ela, então, vai ser muito mais importante ouvir de você tudo isso. E, quem sabe, a partir daí e de tudo mais que ainda vamos conversar aqui, vocês possam conseguir também falar de tudo isso? Olha, no final eu posso lhe dar as fitas com as músicas... pra vocês ouvirem juntos, quem sabe?
Ele saiu e eu fiquei pensando que não só as mulheres, mas também os homens, pagaram e ainda pagam um preço alto para se afirmarem dentro dos modelos e papéis de homem e de mulher que lhes são impostos em nossa sociedade. É isso que nós tínhamos que tentar ver.
O que nós realmente viríamos a fazer, levantando juntos, com a colaboração espontânea e extremamente válida e rica de todo o grupo, um roteiro musical desenhando a trajetória da relação homem-mulher e mostrando, através de nossos maiores compositores populares, as mudanças que foram ocorrendo nas relações sociais, de uma sociedade patriarcal, vertical e autoritária, baseada na dominação, no controle e na posse – na qual a exclusão é não só econômica como política, reduzindo a Mulher ao silêncio e espera das Penélopes - à atual busca de igualdade, de solidariedade, de companheirismo que definem o empenho dos que estão lutando por uma sociedade mais aberta e humana.
“Costurei”, em breves comentários, o que tinha sido discutido em grupo, daí resultando um show musical que foi apresentado na plenária final do Encontro, com o próprio grupo cantando e falando, com excelente receptividade. O show viria a ser repetido aqui no RJ, no ano seguinte, na Sala Itália do Istituto Italiano di Cultura, com dois cantores / atores e uma Atriz / Apresentadora, por ocasião do Dia Internacional de Mulher. E a seguir, a convite de Carlito Ferreyra, levado em temporada no Café-Teatro Arena, RJ."
Quer conhecer Maria Helena melhor?
http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=5923
e/ou
http://mhelenakuhner.wordpress.com/
Além dos textos maravilhosos dela sobre teatro, os excelentes livros dela voltados para a questão de Gênero eu cito no meu, que espero você esteja lendo também. BOM PROVEITO!
Imagem: Ela, claro!
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
PENSEMOS MAIS, ACOLHAMOS MAIS, E APEDREJEMOS MENOS!

Enquanto o Pensante Alexandre Nero publica uma entrevista tão rica e interessante, o Sr. Luciano Martins Costa, em nome do 'Observatório da Imprensa' (!!!) publica isso: http://
Fui lá (que ao menos tem espaço para comentários), e respondi:
"Caro Luciano:
A cada dia que passa me espanta o quanto andamos para trás.
Não para nos informarmos profíquamente com o que a sabedoria do passado têm a nos fornecer ( o que seria formidável!), mas para nos armarmos de pedras que já foram jogadas em Outro(s).
O debate sobre o que é Gênero, o leque imenso do que isso PODE significar, e a liberdade humanista que pode gerar, parece um assunto ainda não dominado por muitos e você; me perdoe!
Não que o seja por mim: quanto mais o estudo, mais tenho a estudar.
E mais! Quanto mais ESCUTO o Outro (é, com respeitoso O maiúsculo, mesmo) - o que é sem dúvida um 'vício' profissional, mais quero ESCUTAR, para mais REFLETIR.
Pedra jogada é perda de tempo para quem preza um humanismo mínimo: para quem deseja um futuro mais libertário e reflexivo para seus descendentes.
Não quero nenhum avanço 'imediato' para meu próprio deleite.
Mas pedras não jogo; prefiro a famosa gotinha de água para apagar os incêndios do Betinho.
Quero menos filicídio, menos homofobia e mais fraternidade assim que for possível, o que fica muito mais lento com gente em papéis de responsabilidade como o seu, que preferem se manter num grosseiro (e infrutífero de reflexão) paleolítico.
É tão grave uma atitude como a sua,que me disponho a te dar de presente ao menos meu próprio livro, "Homem ainda não existe - Compartilhando reflexões para que ele exista";use meu e-mail.Bjs"
Enquanto isso, meu filho, Telêmaco Montenegro, me mandou essa:
http://www.advivo.com.br/
Mas o mais interessante foi o próprio Laerte Coutinho quem me mandou:
Este excelente e oportuno texto da filósofa Beatriz Preciado sobre banheiros, que compartilho aqui com prazer:
http://www.myspace.com/
Para quem não a conhecia e ficou curioso aí vão dois links; um básico, e uma entrevista dela:
http://es.wikipedia.org/
http://www.elpais.com/
Comentei com o Laerte que o caminho do texto dela se conecta com o livro 'Pureza e Perigo' - ("Purity and Danger") - da antropologa Mary Douglas, que adoro, e cito no meu próprio livro.
Foi a única coisa que estranhei: a Beatriz não citá-lo; era muito avançado para seu tempo...
O Z Bauman também fala desse livro prá chuchu.
E ela foi aluna do Derrida! (Que também adorava esse livro!).
Curioso!
Mas isso não diminui em nada a qualidade do texto dela! Recomendo-o, assim como recomendo refletirmos cada vez mais.
IMAGEM: Foto encontrada pela amiga Eliete Catraio, sem referência de autor.
OBRIGADA, ALEXANDRE NERO!

E quem já leu:
http://revista-mensch.????????????????????????????????.............................
Pessoal, não é para ler só 'para achar a citação que ele faz a mim e ao meu livro' num gentilíssimo momento!
É para ler, porque a entrevista dele merece!
Texto excelente!
Não é à toa que o CD dele é maravilhoso também...
Parabéns equipe da DNA, Patricia Garutti , Juliana Lange e Yara Souza !
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
"HOMEM AINDA NÃO EXISTE" NA REVISTA 'UMA' !

Patricia Garutti , Juliana Lange e Yara Souza , as panteras poderosas da DNA avisam: tem "HOMEM AINDA NÃO EXISTE" na Revista UMA!
OBRIGADA, moças talentosas! Ter gente ao mesmo tempo competente e querida ao lado não tem preço, certo?...terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Herbert Daniel para os mais jovens que não acompanharam certos acontecimentos:

De vez em quando tenho 'ataques de saudades' do H. Daniel e do Claudio Mesquita...
Achei esse link, com dados que especialmente os mais jovens talvez não conheçam :
http://memoriamhb.blogspot.com/2010/03/carta-de-herbert-censurada-no-congresso.html
Carta de Herbert Daniel, publicada no Lampião da Esquina, março de 1980, nº 22, ano 2, pág. 10:Paris, 26 de outubro de 1979.
"Meus amigos, não fui anistiado. Sou um dos poucos exilados que restam fora das margens que o governo quer impor entre os anistiáveis e condenáveis. Não importa quantos somos, os marginais. Importa que estamos aí para definir o (mau) caráter das medidas que o governo chama de anistia. Ao estabelecer um limite, qualquer que seja, à Anistia, o Poder conserva um trunfo: quer provar que não cede, concede.
Importante que existam os não-anistiados. Não por nós, que temos pouco significado, mas como exemplo e aviso às verdadeiras forças democráticas: continuam em vigor o exílio, a prisão política, o regime de exceção. Não é uma burra intransigência que afeta algumas pessoas, mas a tentativa de impor as regras duma 'democracia parcial'. Não se engana ninguém, a não ser a quem o engano recompensa, o que não é o caso dos que passam na Democracia como algo mais que as aparências hipócritas de um jogo onde nem sempre ganha é o juiz, que superior 'às paixões políticas' nem entra na partida, mas decide a contenda.
É parte do plano, o fato de sermos muito poucos os bodes expiatórios. Ninguém vai fazer no caso de meia dúzia um deus-nos-acuda; pelo menos assim raciocinam os tecnocratas da ditadura com a sua bem conhecida mania de transformar política em aritimética. Porém, não se trata de contagem, está em questão a Democracia que não é só um pouco mais ou pouco menos de ditadura. Nunca foi decisiva a quantidade de exilados e presos, mas a existência mesma do exílio ou da cadeia. A Anistia não é só o problema pessoal de alguns renitentes: coloca um problema político de todos os brasileiros. Nunca se pediu perdão para alguns, exigimos liberdade para todos.
Por isto mesmo não escrevo como um dos 'injustiçados', mas como um qualquer cidadão, que continuo sendo apesar da arbitrariedade que faz que o Consulado de Paris me recuse o passaporte, ou seja, me recuse o direito à cidadania, abuso característico de um regime policialesco onde o desrespeito aos direitos elementares é a forma de fazer executar a lei (ou o seu infrator, no caso extremo, não tão extremamente rar no Brasil).
Não é absolutamente o meu caso pessoal que interessa neste momento. Quem está em discussão não sou eu, mas a anistia do governo. Não pretendo absolutamente utilizar recursos jurídicos mais ou menos astuciosos para me beneficiar dos limites da anistia, pois não creio que seja o meu caso que tem que entrar na anistia, mas é a anistia que tem que entrar em todos os casos dos que foram condenados pela ditadura. Não sou eu quem tem que tentar reduzir minhas penas, mas é a Anistia que deve se ampliar. Isto nada tem a ver com as interpretações de jurisprudência, mas com a evolução democrática do país.
Não continua somente a pequena novela do exílio de uns gatos pingados, mas a vasta história da opressão de todo um povo. Esta aí denuncio, ao falar do meu degredo. Escrevo para denunciar uma ditadura e não para começar a mover petições, processos e outros pauzinhos jurídicos para dar um jeitinho nesta anistia que quer fantasiar a restrição da liberdade. Não é com um jeitinho que se resolve a esculhambação da nossa vida política.
Aceitar fazer da Anistia uma mera questão jurídica é referendar a velha política da ditadura, que sempre tratou seus oponentes como criminosos. Minha participação política foi definida e tratada como crime - e como 'crime comum'. Não me humilha, nem diminui ser tratado como 'criminoso comum'. Revolta-me, seguramente como são tratados no Brasil os 'criminosos comuns'. Por enquanto falamos duma anistia para os 'crimes políticos'.. Um dia teremos uma democracia que nos permita discutir politicamente o crime comum. Muito bem. Até um certo motivo de orgulho. Gente melhor do que eu morreu dignamente entre ladrões e nem por isto deixou de ser menos Cristo.
No consulado me disseram: 'No seu caso temos que esperar, por enquanto'. Esperar, porém, não é esperança - que é a coisa mais ativa que a espera de quem nunca alcança. Esperança nós fazemos, sem esperar as decisões dos poderosos. Minha esperança na Democracia me impede absolutamente de esperar resolver a volta à minha terra segundo a generosidade da Ditadura. Não há nada que a Ditadura tenha a me perdoar ou conceder. Ser anistiado não significa se arrepender diante da ditadura, mas permitir que ela reconheça alguns erros. Não somos nós, exilados e presos, que nos autocriticamos diante da ditadura, mas é um movimento popular democrático atual que obriga o governo a remendar alguns dos seus desmandos.
Nunca erramos por nos opor ao governo ditatorial - e a anistia vem para provar que se houve abuso e crime não foi da parte dos opositores. Como, aliás, o exílio, a prisão, a terrível época que sofremos todos no Brasil vêm para provar enganos políticos nossos e para exigir autocrítica. Tenho por mim que por ter participado da oposição armada à ditadura, não há nenhuma explicação a dar à ditadura. Há uma autocrítica - e feita na discussão com quem interessar possa: isto é, aos que lutam pela Democracia. Não me 'arrependo', não tenho 'culpas' e não acho que houve nada de condenável no que fiz. Quando digo autocrítica, quero me referir a uum julgamento político bem preciso cuja moralidade decorre de princípios que nada têm a ver comm a culpabilidade. Hoje em dia critico a minha participação na tentiva [sic] de sublevação armada por sua ineficácia política e não por qualquer razão falsamente moralizadora. A forma que escolhemos na época para combater nos conduziu a um fracasso cujas conseqüências são bastante mais graves do que o desaastre do exílio e da prisão. Não há como fugir de assumir a responsabilidade duma ação política incorreta: não é pouca a responsabilidade duma ação política incorreta: não é pouca a responsabilidade que temos, todos os dessa geração que foi a minha, de não ter conseguido evitar estes sombrios anos de opressão e desespeero. Se este fracasso nos marca e acompanha, nem por isto nos destrói ou aniquila a memória, patrimônio quenão se pode perder.
Nada a esquecer, não podemos esquecer nada, pelo contrário, é preciso saber muito mais. Lembrar (e conhecer) o que foi esse tempo de silêncio e meias verdades ao som de hinos militares ou militarizados que cantavam o medo e a renúncia. A Anistia não vem para apagar fatos da nossa história recente: ela deve vir para ativar nossa memória, para fazer dessas recordações atualmente dispersas e pessoais uma observação viva na consciência coletiva da nossa gente. A Anistia não deve vir como o último ato de um erro político, mas o primeiro momento de uma renovação, onde a autocrítica não seja apenas uma declaração de intenções, mas a comemoração de avanços da Democracia.
Lembrar quer dizer renovar: a ditadura bem gostaria de fazer esquecer tudo, nenhuma conta a prestar. Acontece que 'esquecer o passado' aqui quer dizer esconder o presente. Não é nenhum revanchismo querer apurar asresponsabilidades [sic], pois não se trata de 'vingar' uma derrota - o que se quer é consolidar uma vitória.
O exílio me ensinou algumas coisas. Inclusive a saudade, que não é fictício desejo de reviver fantasmas, mas uma certa nostalgia de um futuro que não foi, embora desejado. Não quero voltar em busca de ilusões perdidas, mas gostaria de ir para a minha terra encontrar algumas esperanças.
Acho que de tudo o que eu disse fica claro quem são os amigos para quem escrevo esta carta. Vamos nos rever em breve, pessoal, já que nunca nosdesencontramos [sic]. Por aqui faz muito frio mas tenho a vantagem de saber que estou aí com vocês no mesmo barco para o mesmo porto. O que é como o batuque: um privilégio. Até breve. (Herbert-Daniel de Carvalho)"
Imagem: Herberte Daniel à esq, um amigo que ainda não identifiquei, e Claudio Mesquita à dir.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
SAIU O TERCEIRO VÍDEO DA SÉRIE!

Coloco todos esses dados pensando naqueles que possam ter acabado de descobrir esse BLOG, e que vão (se quiserem) 'pegar o bonde agora':
A psicóloga Christina Montenegro fala nessa série de vídeos sobre os temas mais simples abordados no seu livro 'Homem Ainda Não Existe - Compartilhando reflexões para que ele exista', lançado pelas editoras Torre e Flâneur, em 18 de outubro de 2011, e faz entrevistas nas ruas do RJ.
No primeiro entrevista um barbeiro, no segundo atendentes de lojas diversas, e no terceiro feirantes; afinal, é dito no livro que '...a Academia (entre outras Instituições comprometidas com o assunto - Ongs etc.) já despertaram para a questão, mas que aguardamos um posicionamento do cidadão comum..."
VEJA O VÍDEO 01 - http://youtu.be/Z3iQdp2nito?hd=1
VEJA O VÍDEO 02 - http://youtu.be/prtc-beZlRo?hd=1
VÍDEO 03 (o novo) - http://www.youtube.com/watch?v=0Agt-AW-AtE
EQUIPE DO LIVRO:
- Prefácio: MARLISE MATOS
Psicanalista e Doutora em Sociologia.
- Capa: LAERTE
Cartunista (o Poeta das 'tiras' de humor em jornais, revistas e livros).
- 'Orelha' do livro: FÁBIO PORCHAT
Ator, Comediante, Escritor, Produtor e Diretor de Artes Cênicas.
Assessoria de Imprensa : DNA - SP
[vídeo editado por http://www.youtube.com/gustavokblo ]
Categoria: Saúde/Educação
LIVRO ONLINE ou por telefone:
Na LIVRARIA CULTURA
www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=29104092
telefone: (11) 31704033
ou na Editora
http://www.livrariatorre.com.br/mais-vendidos/o-homem-ainda-n-o-existe.html
Ilustração: Pawel Jonca
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
ASSISTA AQUI CLICANDO NO LINK!

No PROGRAMA CIÊNCIA E LETRAS do CANAL SAÚDE/Fiocruz/NBR, eu e meu convidado, o Dr. Marcus Renato de Carvalho, falando sobre o "HOMEM AINDA NÃO EXISTE - Compartilhando reflexões para que ele exista" :
http://www.canal.fiocruz.br/video/index.php?v=homem-ainda-nao-existe
Na foto, nós no lançamento carioca do livro.
Aproveitando o período das festas de fim-de-ano, lembro que
"HOMEM AINDA NÃO EXISTE - Compartilhando reflexões para que ele exista"
Autora: CHRISTINA MONTENEGRO (Psicóloga)
Prefácio: MARLISE MATOS (Doutora em Sociologia e Psicanalista)
CAPA: LAERTE
e 'Orelha' do Livro: FABIO PORCHAT
NA LIVRARIA CULTURA pelo link:
http://
- ou, se não for de fazer compras pela internet, no telefone deles
SP = (11) 3170-4033, RJ = (21) 2730-9099, e BSB = (61) 2109-2700.
Em tempo - O Canal Saúde informa:Telêmaco Montenegro deixa aqui o link para conhecerem melhor o canal, e avisa:
O Canal Saúde acabou de virar uma emissora de televisão.
2012 será seu ano de estruturação.
Por enquanto quem se interessar em nossa programação e tambem quiser divulgar nosso conteúdo, fica aqui a página que explica como podemos ser assistidos.
http://
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
HOJE É O ANIVERSÁRIO DO HERBERT DANIEL (Para a História, e para quem o ama, ele está vivíssimo!)
PARABÉNS, HERBERT DANIEL, ESTEJA ONDE ESTIVER! SAUDADE IMENSA!...QUE AS PESSOAS, ESPECIALMENTE OS MAIS JOVENS, CONTINUEM SABENDO QUEM VOCÊ FOI, E A MODERNIDADE QUE VOCÊ SIGNIFICA ATÉ HOJE!
ESTÁ NA HORA DE REEDITAREM SUA OBRA!

“...Na verdade, o que somos, humanos, senão uma carta em branco dirigida do nada ao infinito onde consta simplesmente uma demanda de amor? Talvez precisemos melhor aprender a responder essas cartas, sem deixá-las se transformar em tristes garrafas de náufragos...” (HerbertDaniel)
Na imagem, ele com seu companheiro adorável, Claudio Mesquita.

Herbert Daniel com o elenco de "Cegonha?...Que cegonha!", adaptação dele para um texto que desenvolvemos com o Grupo Infinita Metragem, com músicas do Grupo Espírito da Coisa e cenário e figurinos de seu adorável companheiro Claudio Mesquita, que infelizmente não saiu na foto....
Na foto, ele (ao lado de Fernando Mansur e atrás do meu pai), eu (aos pés do meu pai), Glaucia Rodrigues , Paulo Guerrah, Katia Moraes , Dila Guerra , Victor Haim , Ana Maria Jansen , Claudio Torres Gonzaga, Maria Pompeo, Almir Martins, a divina aderecista Jena Koppelmann, o brilhante ator Ademilton José (que também já se foi), Claudio Barreto (que infelizmente também não está mais aqui, pois deve ter ido investigar de perto o Espírito da coisa, poeticamente inquieto que era), meu padrinho Milton Campos à direita do meu pai, e Antonio Gonzalez.

Foto do espetáculo "As 3 moças do Sabonete", texto dramatúrgico de Herbert Daniel, também montado com cenário de Claudio Mesquita; na foto (da montagem sob direção de Milton Goncalves ) Almir Martins, Clemente Viscaino , Ademilton José , Fernando, Antonio Gonzalez, e Lina.
Sobre a animação que fizemos "Aids para crianças de rua" (texto do Daniel, desenhos de Claudio Mesquita, direção do antropólogo Flavio Braune, onde eu fazia a voz da personagem da prostituta que acolhia as crianças) se perdeu!...
Não sei como!...
Nós não tínhamos cópia, e a ABBIA perdeu... Ninguém sabe onde foi parar...
Seria um registro execelente do que o Claudio Mesquita também era capaz...
Do Claudio o que tenho é uma camiseta cuja ilustração da peça "Cegonha?... Que cegonha!" é dele; assim como o cenário e os figurinos eram dele...
Se alguém no mundo souber onde há uma cópia dessa animação feita um dia para a ABBIA, entre em contato!
Gustavo Guimaraes Barbosa , Vanja Freitas , muito obrigada por me apresentarem essa pessoa linda (e ao Claudio Mesquita também, claro); aqui coloco o link para o lindo vídeo da Vanja, que reproduz um pequeno fragmento da belíssima obra dele, que - hoje - tão poucos conhecem:
http://www.youtube.com/
Embora a Wikipidia pareça não conhecer sua obra completa (não cita sequer "Jacarés e Lobsomens" e o texto dramatúrgico "As 3 moças do Sabonete", por exemplo!, lá vai: http://pt.wikipedia.org/
Jean Wyllys , Joao W Nery , Diedra Roiz , Ivone Pita, e todos os demais que se ocupam com as questões LGBTTs, por favor lembrem do que ele significou como ponte fundamental entre estas questões, a Política voltada para a Esfera Pública, e a Política voltada para a Esfera Íntima, hoje; como se não bastasse sua contribuição para a Literatura, a Cultura, a Arte!
PARABÉNS, HERBERT DANIEL! HOJE E SEMPRE!
sábado, 10 de dezembro de 2011

MATÉRIA PARA "O GLOBO - EDUCAÇÃO" Dezembro 2011:
http://redeglobo.globo.com/globoeducacao/noticia/2011/12/sexualidade-dos-filhos-deve-ser-encarada-com-naturalidade-pelos-pais.html
DIALOGANDO COM COLEGAS PSICANALISTAS A PARTIR DO LIVRO:
Falando do livro ("Homem ainda não existe - Compartilhando reflexões para que ele exista") na Sociedade psicanalítica Iracy Doyle ontem, com Solange Jouvin , Alfredo Ebasco, e outros muitos profissionais competentes e simpáticos em dezembro 2011.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
E O LIVRO CONTINUA ANDANDO E FALANDO:
Liliane Ventura entre Laerte e euzinhaAviso a aqueles que ficarem a fim de ouvir o que foi o Programa "GENTE QUE FALA" entrevistando a mim e ao Laerte, que basta clicar em
http://www.gentequefala.com/?p=radiover&id=1143

Laerte, Conceição Duarte, Liliane Ventura, euzinha, Cherri Filho, e Zenilda Salvato: a mesa do dia 05.12.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
EQUIPE DO LIVRO "HOMEM AINDA NÃO EXISTE - Compartilhando reflexões para que ele exista":
MARLISE MATOS, O PREFÁCIOO LIVRO JÁ ESTÁ na REDE da LIVRARIA CULTURA
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/busca/busca.asp?palavra=Homem+ainda+n%C3%A3o+existe&tipo_pesq=1&tipo_pesq_new_value=false&tkn=0
além de continuar a ser encontrado na Livraria da Editora Torre
http://www.livrariatorre.com.br/o-homem-ainda-n-o-existe.html
e/ou
http://www.livrariatorre.com.br/mais-vendidos.html
O preço é o mesmo...rsrsrsrs Modestamente assino, a autora...rsrsrsrs
SEGUNDA CRÔNICA A PARTIR DO LIVRO!
Estou muito prosa, pois o lançamento em São Paulo de meu livro e eu estamos num texto bacanérrimo do sensacional BLOG 'ARGUTA CAFÉ' do brilhante Flavio Ferrari:
http://www.arguta.blogspot.com/2011/11/humor-e-arte.html
OBRIGADA FLAVIO! E repito: Estou muito 'besta' com seu texto: estar presente nele vai me fazer sair à rua de nariz empinado por alguns dias... rsrsrsrs
Aproveito para lembrar a crônica da Angela:
http://curtacronicas.com/2011/11/25/o-meu-mundo-tambem-caiu-maysa/
e, já que estou de nariz empinado, acrescento links de coisas que sairam em SP sobre o lançamento lá, graças à competência da DNA a assessoria de imprensa:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/11524-caminho-de-volta.shtml
http://glamurama.uol.com.br/Busca.aspx?key=Homem%20ainda%20n%C3%A3o%20existe
http://www.cesargiobbi.com/?page=miudas&id=6&pg=5
Na foto, com Flavio Ferrari e Amélia Caetano
HÁ QUESTÕES MENOS FRÍVOLAS, MENOS OPORTUNISTAS, E MUUUITO MAIS URGENTES, GENTE!...

Acompanho há muitos anos, e gosto muito do trabalho das Catolicas Direito de Decidir.
Acompanhar e admirar um trabalho não significa concordar sempre.
Mais uma vez esse grupo publicou em sua página da Rede Social um texto sobre essas coisas de mídia e humor (campanha Hope da Giselle, Rafinha X Vane$$a, Valéria e Janete do 'Zorra', etc...
Minha pouca beleza fica muuuuuuito cansada com essas coisas (bobagens?...), e respondi (espero que pela última vez) o que gostaria - inclusive - de compartilhar com vocês aqui:
"Lamento o tom fundamentalista e sem humor que alguns segmentos do feminismo vieram a tomar.
A paixão, a precariedade humana, o arrebatamento, as pessoas ora despreparadas, ora curiosas, EXISTEM: não há porque não retratá-las, e muito menos porque não tomá-las como personagens!
As personagens na vida real existem, e NÃO FALAR DELAS NA DRAMATURGIA NÃO VAI FAZÊ-LAS DESAPARECER! PELO CONTRÁRIO! É falando delas, exibido-as, que as recolocamos em debate!
Foi o folhetim, aliás, que fez a Revolução Francesa se espalhar, que a colocou 'na boca-do-povo'...
Lobato exibia o racismo do qual a maioria dos brasileiros (inclusive os ditos 'intelectuais') preferia não falar (o que só o exacerbava...) Foi ele que alertou a mim (e a bilhares de 'filhos de Lobato') sobre o verdadeiro tamanho da questão-racismo!...
O imenso contingente de leitores da minha idade (ou idades próximas) ficou 'desenhado identitariamente' por ele como um grupo preocupado como nunca com as reflexões críticas ao racismo, e consciente da necessidade de combatê-lo!
Esse fundamentalismo frívolo, desinformado, sem Arte e sem sustentação Filosófica suficiente para PODER ter/usufruir Humor, deixa de lado questões DE FATO graves.
Por exemplo: o fato de ações sobre a INTERIORIDADE das MASCULINIDADES ainda não PODEREM ser abordadas no Programa Pró Equidade de Gênero desenvolvido pelo Governo Federal!...
A proibição por oficiosa instância superior até mesmo da celebração dos dias Internacional e Nacional do Homem alimenta a ilusão do poder meramente retórico/burocrático/institucional dos homens.
Mantendo-os afastados da hipótese de que eles TAMBÉM tenham questões a tratar (é só ver as estatísticas que os associam muito mais que às mulheres à letalidade, a sofrimentos físico e emocional, por exemplo), eles são mantidos afastados do debate das questões de gênero em geral (homofobia, violência doméstica, etc).
Eles sequer 'se lembram' de que também são um grupo de Gênero que mereceria debate próprio entre - no mínimo - seus iguais...
Debate esse que incluindo-os - AÍ SIM - viria a beneficiar não só a eles, mas aos demais segmentos: Mulher e turma LGBTTs!...
Que eles, por milenares questões antropológicas, históricas, politico/economico/sociais e psicológicas não tenham percebido a importância de se ver como um 'grupo-com-questões/debates-próprios', podemos compreender; que o órgão intitucionalmente responsável por um Projeto que se auto intitula de EQUIDADE de Gênero não os inclua ou alerte é inadmissível!
Mas desqualificar a mídia, o Humor, a Arte, parece vaidosamente mais importante aos fundamentalistas-de-Gênero/neo-feministas; que pena!... Lamentável!...
Fico com muuuuita vergonha....
Saudades dos primeiros anos, em que o Feminismo (entre outros movimentos) NÃO TINHA SIDO INVADIDO POR PARTIDOS E PRÁTICAS PARTIDÁRIAS ELEITOREIRAS!...
Política NÃO é necessariamente política-partidária.
E o HUMANISMO, nesses casos, - esse - sim - não deveria ser esquecido JAMAIS!"
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
AGORA TAMBÉM na REDE da LIVRARIA CULTURA!
Comunico, com prazer, que a REDE da LIVRARIA CULTURA também já está vendendo o "HOMEM AINDA NÃO EXISTE - Compartilhando reflexões para que ele exista", na página:
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/busca/busca.asp?palavra=Homem+ainda+n%C3%A3o+existe&tipo_pesq=1&tipo_pesq_new_value=false&tkn=0
E lembro paulistanos e simpatizantes que o lançamento em Sampa é dia 28, a partir das 19:00hs, na Mercearia São Pedro, Rua Rodésia, 34 (Telefone: 3815-7200 - Marquinhos), Vila Madalena, SP/SP
E vejam só que 'chique': lançado há menos de um mes, já está na lista de MAIS VENDIDOS da Editora:
http://www.livrariatorre.com.br/mais-vendidos.html
Além disso, ganhei de presente esta crônica hilária
http://curtacronicas.com/2011/11/25/ o-meu-mundo-tambem-caiu-maysa/
de Angela Maria Monnerat ; DIVIRTAM-SE!
sábado, 19 de novembro de 2011
AUTONOMIA É UM LUXO!
19 DE NOVEMBRO DIA INTERNACIONAL DOS HOMENS

Embora continuemos 'desencorajados de celebrá-lo' (ou proibidos?) pelos órgãos competentes do Governo Federal, É HOJE:
DIA INTERNACIONAL DOS HOMENS.
O dia dos Homens no Brasil é 15 de Julho, menos celebrado ainda, infelizmente...
http://www.international-mens-day.com/
"...As comemorações foram iniciadas em 1999 pelo Dr. Jerome Teelucksingh em Trinidad e Tobago, apoiadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), e vários grupo de defesa dos direitos masculinos da América do Norte, Europa, África e Ásia"...
..."A diretora da Secretaria de Mulheres e Cultura de Paz da UNESCO, Ingeborg Breines, disse que a criação da data é "uma excelente idéia para equilibrar os gêneros"...
..."Em 2009, os seguintes objectivos gerais foram ratificados como base para todas as observações Men's International Day:
* Promover modelos masculinos positivos, não apenas estrelas de cinema e esportes, mas os homens todos os dias, os homens de classe que estão a viver uma vida decente e honesto.
* Para comemorar homens contribuições positivas para a sociedade, comunidade, família, casamento, guarda de crianças, e para o ambiente.
* Para se concentrar sobre a saúde do homem eo bem estar, social, emocional, físico e espiritual.
* Para destacar a discriminação contra os homens, nas áreas de serviços sociais, atitudes e expectativas sociais, e de direito.
* Para melhorar as relações de gênero e promover a igualdade de gênero.
* Para criar um mundo mais seguro, melhor, onde as pessoas podem ser seguros e crescer para alcançar seu pleno potencial"...
Pode não ser 'o melhor vídeo do mundo', mas a pessoa que o fez, ao menos fez alguma coisa para celebrar a data...:
http://www.youtube.com/watch?v=P0U3RYIe91U
PARABÉNS A TODOS OS HOMENS, ESPERANDO 'NA TORCIDA' QUE VOCÊS SE ORGANIZEM E SE ESMEREM EM AUTONOMIA, PARA QUE SE TORNEM, ASSIM, UM DIA, UM HOMEM QUE EXISTA!
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
EM TEMPO...:
APRESENTO COM PRAZER, A LIVRARIA TORRE!
http://www.livrariatorre.com.br/o-homem-ainda-n-o-existe.html
E lembro paulistanos e simpatizantes que o lançamento em Sampa é dia 28, a partir das 19:00hs, na Mercearia São Pedro, Rua Rodésia, 34 (Telefone: 3815-7200 - Marquinhos), Vila Madalena, SP/SP
E vejam só que 'chique': lançado há menos de um mes, já está na lista de MAIS VENDIDOS da Editora:
http://www.livrariatorre.com.br/mais-vendidos.html
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
QUESTÃO SILENCIADA, TAMBÉM É EXCLUSÃO!

Enquanto HOMENS não se tornarem uma QUESTÃO, as desigualdades persistirão!
QUESTÃO SILENCIADA, TAMBÉM É EXCLUSÃO!
Vide imagem; EQUIDADE ilustrada por quatro mulheres?...
Para mim 'soa' esquisito, 'torto'... E para você?...
Qual é o lugar dos homens no Projeto Pró Equidade de Gênero?
Como digo num de meus vídeos do 'Youtube', não vivemos num Planeta segmentado, no qual as mulheres vivam ali, os homens acolá, crianças não-sei-onde, LGBTs num gueto qualquer, idosos no mesmo quarteirão do cemitério, negros aqui, brancos lá, e assim por diante...
Estamos 'tudo-junto-e-misturado'; o que acontecer a um, tocará ao que estiver do lado, e aos que ainda nem nasceram!...
Aliás, gosto desse 'milkshake'!...
EQUIDADE haverá quando Mulher, LGBTs E HOMENS forem EQUIPARADOS em seu direito de ser tratados como QUESTÃO, e receberem os mesmos cuidados e atenções!
Li hoje no jornal:
..."CENSO 2010: Desigualdades ainda persistem, com homens ganhando 42% mais que mulheres.
Dados completos do Censo 2010 divulgados na manhã desta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam a redução do analfabetismo em todas as regiões, mas a manutenção dos quadros de desigualdade; por exemplo:
- a população branca ganha até 2,4 vezes mais que a negra nos municípios de maior porte;
- o homem ganha 42% mais que a mulher;
- com uma população de 190,7 milhões, o Brasil tem 84,4% de seus habitantes morando nas cidades e quase 40% das famílias chefiadas por mulheres;
- mas 80% das MORTES de jovens entre 20 e 24 anos são de HOMENS"...
(Fonte O Globo de hoje).
Como nossos avós já diziam: "Só prá morte não há jeito"...
Na imagem, um exemplo tirado do site do Projeto Pró Equidade de Gênero de uma Estatal (não importa qual).
domingo, 13 de novembro de 2011
A BONDADE E O BELO PLAUSÍVEIS: BENDICÊNCIAS / BENFAZÊNCIAS PLAUSÍVEIS
Há meses ‘embatuquei’ neste texto, cujo objetivo era ser uma espécie de ‘presente’ para algumas pessoas que se deram ao trabalho de me fazer o melhor bem possível, em algum momento: coisa (surpreendentemente?) rara, que a gente deveria agradecer, aplaudir, alardear para o Mundo todos os dias, a cada manifestação mínima.
Vejo escrever sobre isso como uma possibilidade de mostrar a plausibilidade dessas opções: a ‘BENDICÊNCIA’ e a ‘BENFAZÊNCIA’, exemplificando-as e documentando-as com concretude.
O problema é que ‘embatuquei’, e me perguntava todos os dias, diante do teclado, o ‘por quê’ disso, já que desejava apenas (?) falar de coisas reais, que tinham me acontecido.
Tentei – inclusive – o refúgio na prévia sinestesia do papel-e-caneta; durante esses (aproximadamente) noventa dias, nada adiantava: o texto não saía.
Acontecimentos paralelos me chamavam particularmente a atenção há algum tempo, especialmente após a ‘explosão’ das redes sociais: a oposta facilidade com que se fala mal dos outros, e a raridade de ver alguém falando bem de alguém (não por mera ‘tietagem’ imediatista, mas por admiração ou reconhecimento consistentes do talento ou qualidade de gesto legítimos e auto-evidentes do Outro).
Ah, o Outro, esta ‘entidade’ sempre ‘difícil de engolir’ para ‘o um’.
Estar na mira planetária de cometas errantes (mal-humorados?) poderia ser o suficiente para priorizarmos o acolhimento e a empatia ao semelhante, mas... não é o que acontece!
Somos humanos, e ainda ridículos e limitados; sabemos disso... Sabemos?...
Acabei de passar por uma situação típica do território da ‘Rede’.
Um rapaz bem jovenzinho, mas reflexivo, aparentemente inteligente (com senso crítico desperto, talvez), bastante informado para a idade dele, por um mero mal-entendido que logo depois foi esclarecido, me deu um ‘pito’ sobre um assunto, dizendo ‘... que eu precisaria ler ao invés de ver televisão...’; depois de tudo esclarecido, ele pediu desculpas.
Até ali nós nunca tínhamos nos visto nem nos escrito nem mais gordos nem mais magros, e um não tinha a menor idéia de quem era o interlocutor ‘de verdade’ atrás das teclas.
Ao invés de sair espinafrando-o, chamando-o de fedelho ou às falas, acolhi o que ele havia dito, mostrando por outro lado o quanto ele estava apenas ‘enganado de pessoa’.
Era a única saída para mostrar, inclusive, que havia busca de maturidade ao menos atrás das minhas teclas, e que eu acreditava que ele também seria capaz de se organizar ao redor da maturidade que lhe fosse possível.
Porque eu deveria partir do princípio que ali havia apenas ignorância ou ignomínia?
O diálogo se instalou; ele está aguardando que eu termine este texto para lê-lo...
Mas nem sempre é o que acontece.
Narcisistas encapsulados, e mesmo psicopatas com defeitinho de fabricação ainda intocado, tecnicamente existem; infelizmente...
Faço inclusive o elogio do humor como plausível instrumento de reflexão e renovação das ações, mas tenho horror de piadas que se limitam a denegrir ou desqualificar quem quer que seja com mera grosseria, ou que ‘param’ no xingamento, e não seguem proporcionando o exercício de aprimoramento do senso crítico para o qual poderiam se destinar.
Assim como tenho horror de qualquer proibição do exercício de errar, inclusive com piadas.
E mais horror tenho ainda de farsas montadas por volúpia de marketing pessoal, que fingem grandes ‘indignações ou ofensas’ onde elas de fato não existiram, não existem.
Que volúpia se esconde de fato atrás da fome de maledicência e/ou malfazência?
A maledicência é frequentemente vista como uma espécie de ‘poder’ real, de ‘inteligência’ real.
‘O-que-fala-mal-de’ não só se sente ‘superior’, como é acolhido/eleito como superior por sua ‘patota’.
Angaria tietes por isso, que aplaudem cada desaforo dirigido por ele a alguém, especialmente se for alguém ‘de fora’ de seu próprio ‘rebanho’...
Será crível que tamanha pequenez de fala/gesto alimente uma volúpia de podre poder visível e óbvia, que estaria, sem grande esforço, ao alcance da consciência?
Aos meus olhos profissionalmente viciados, a volúpia (mais ou menos) oculta se aproxima antes da imagem da boca de bebês vampiros, que ainda não conseguiram crescer, e que crêem firmemente que precisam destruir para devorar o que estiver ao redor (seja o quê/quem for) para se manterem vivos: quanto mais cheio de vida (espontaneidade, brilho próprio, visível autonomia, alegria de viver) o objeto, mais necessário brincar de destruí-lo e supor que o devora com más palavras.
A ‘malfazência’ do dia a dia é mais dissimulada.
Frequentemente se oculta atrás de sorrisos mentirosos, gestos mentirosos, simpatias e relacionamentos mentirosos, como se fossem ‘de plástico’: coloridos, mas vagabundos e poluentes; imortais, mas fraudulentos.
A maledicência e a malfazência do dia a dia são frequentemente vistas como ‘necessárias’ para um ‘sucesso’ das rivalidades elogiadas pelo triunfo da exterioridade, da (cada vez mais aplaudida) mera aparência de seres que vivem como se não tivessem ESPÍRITO – e quando digo Espírito, espero que todos entendam que não me refiro às religiosidades, mas às INTERIORIDADES...
Figuras públicas são ‘vidraças’ expostas nesse jogo fedorento.
‘Falem mal, mas falem de mim’ vai se tornando a cada dia que passa uma ‘brincadeira’ meio burrinha que beira o perigoso.
Aguça o faro de perseguidores de carne e osso que vão além do verbo, cuja patologia varia entre o risível e o letal: ‘malfazências’ no limite da sobrevivência se aproximam dos alvos, nestes casos já não mais dissimuladas.
Felizmente ainda sobrevivem por aí pessoas cônscias dos asteróides que voam tão perto, que ‘têm mais o que fazer’.
Por isso fazem o melhor BEM POSSÍVEL, e dizem o melhor BELO POSSÍVEL.
Tenho sorte.
Tive a honra de vir a conhecer meu irmão Marcio, Amauri Sólon Ribeiro e Sonia Braga, Danillo Sangioy, Marlise Matos, Fabio Porchat, Laerte, Lucila de Beaurepaire,
e mais alguns, que na verdade honram o status de HUMANO, que usamos frequentemente sem grande propriedade, e alguma arrogância.
Todas essas pessoas (e outras que deixo de citar aqui apenas para focar um grupo específico) me deram a mão e mais alguma coisa em momentos difíceis, me tiraram da água quando eu me afogava.
Estado, Mercado, Academia, Templos - logo o Planeta - mais parecem um parquinho cheio de garotões mal educados, sem limites, negligenciados por outras crianças negligenciadas, que só cresceram em seus corpos, e - por isso - concebendo-os, geração após geração, da antiguidade até agora.
Mal-dizer/Mal-fazer é coisa infantilóide, de quem quer poder, sem saber lá muito bem, por mera imaturidade, o que PODER pode de fato significar.
A POTÊNCIA, os DIREITOS, a CRIAÇÃO embutidos em PODER precisam de maturidade para ser enxergados; não são coisa para molecotes; especialmente para molecotes mal-educados/negligenciados.
Tenho a impressão de que eu e meu irmão, Amauri e Sonia, Danillo, Marlise, Fabio, Laerte, Lucila e (FELIZMENTE!) mais alguns, nascemos ‘meio velhinhos’.
Se o fomos, não nos sentimos negligenciados, ou (às custas de lutarmos muito com nós mesmos, por dentro de nós) o superamos...
Não somos ‘melhores’ que ninguém, não somos ‘santos’.
Somos tão tragicamente divididos entre eternas ambivalências quanto todo mundo.
Talvez apenas sejamos especialmente empenhados num exercício duro, ‘puxado’, exaustivo, de fazer as melhores ESCOLHAS possíveis/plausíveis.
Talvez apenas ESCOLHAMOS honrar e aplaudir a vida da Vida, o Outro, a melhor sobrevivência possível/plausível da Humanidade.
Gostamos mais de POTÊNCIA que de aparentes ‘cetros de poderes transitórios e de plástico’; gostamos mais de toda a GENTE que de ‘mateus-primeiro-os-teus'; gostamos mais da VIDA que de fraudá-la em nome de ‘brincar de deus’.
Somos mortais, mas fugimos da fraude... E ainda sabemos rir de todo esse trabalhão que dá esse exercício sempre grávido de responsabilidades!...
Adoraria que este texto fosse muito melhor escrito, muito mais bonito, muito mais claro na gratidão que carrega implícita, mas ‘idealizar’ e empacar em imagens ideais não leva a muita coisa...
Bondade e Beleza ideais não atingiremos.
Mas comprar a briga pelo melhor possível, sempre que possível, é plausível.
IMAGEM: Carta número 14 do Tarô, chamada 'Arte' significando 'Alquimia', ou capacidade de Temperança; esta aqui escolhida, pintada por Frida Harris.
OBS.: Se leu esse texto, vai gostar de
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1074942&coluna=1
um texto oportuníssimo de Isabel Lustosa.





