sábado, 3 de abril de 2010

OBRIGADA, BUZA, POR TER ME DADO O TEMA DAS MASCULINIDADES DE PRESENTE...



ETERNAMENTE GRATA, BUZA; VOCÊ SÓ PODE ESTAR NUM ESPAÇO/TEMPO MUUUITO BOM, E BELO. Buza? 'Eu não seria eu' se ele não tivesse passado pela minha vida...
Foi num trabalho (teatral/feminista/político) que fizemos entre 1978/79 que descobri - graças a ele - a importância que podia haver em estudar as Masculinidades...
Sob a batuta do próprio público fazíamos os papéis de um casal moderno.
Tão moderno que o Buza fazia um marido talvez ainda idealizado, que 'topava' todas, adorava discutir reação, dava to-da a liberdade para a parceira, etc, etc...
Eu, que até então militava no feminismo - conseguindo a proeza de me reunir tanto com o pessoal do Movimento da Mulher Brasileira (MDB ou PMDB) quanto com o pessoal do Brasil Mulher (PT) - cheguei ali à conclusão que mulheres pelo menos estavam organizadas, e FALAVAM.
Quem continuava (na sua grande maioria, que Buza - ali, de peito aberto - desafiava corajosamente) em silêncio, era o contingente masculino, que - por isso mesmo - não estava organizado em torno de suas próprias questões, como estava já a mulherada...
Ele acabou me deixando com cara de pateta no palco, esgotada toda a carga equivocada de lamentos possíveis da minha personagem, o que foi maravilhoso para o debate que veio em seguida com a platéia.
Foi dali, saindo reflexiva como nunca do palco do Teatro Cândido Mendes para casa, que comecei modesta e lentamente o estudo das Masculinidades que desenvolvo até hoje.
Mas o Buza VOLTOU a interferir nisso no último ano (2009), sem que precisássemos nos encontrar (o que só lamento).
Ele abriu o ESPAÇO TELEZOOM aqui no Leblon com suas amigas Marcia Aguiar e Adriana Hoineff, e foi ESSE o Espaço que abriu as portas para o meu primeiro Curso sobre Masculinidades aqui no Rio, depois de tê-lo experimentado em tantos outros estados brasileiros!
Enquanto outras Casas de Cultura cariocas me esnobaram (talvez não me achando 'suficientemente famosa'), o Espaço do Buza me recebeu de braços abertos.
JAMAIS VOU ESQUECER DISSO: OBRIGADA BUZA.
Quando eu também virar poeira de estrelas vou aí te dar um abração.

Na primeira foto, a carinha que ele tinha por volta de 1978/79, quando ele fez minha cabeça, para minha sorte e inesgotável gratidão. Na segunda, ele com as adoráveis meninas do seu maravilhoso Espaço Telezoom.

PS.: Meu amigo de Facebook Carlos Linhares Fabio הוֹשֵׁעַ, perguntou:
"- ...Como assim PT em 1973...?".
Respondi, e achei - então - conveniente colocar aqui num PS, que:
"As coisas 'germinam', não é? As mulheres que estavam no Brasil Mulher eram as que acabaram fundadoras do PT, do PV, muitas vezes de ambos... Saudades da efervescência... Desculpe-me, achei que todos entenderiam que era da 'germinação' que eu falava; porque ESSA, a identitária, já havia (e como!), não é? Tanto que esse trabalho que descrevo, que culminou no Cândido Mendes, começou no Sindicato dos Metalúrgicos, no setor das Metalúrgicas (já organizadíssimo a época!). Rapaz! Fui lanchar, e - enquanto comia- me deu um estalo! Não sei se você sabe, mas 'psis' também cometem atos falhos sob fortes emoções... 1973 foi o ano em que ME FORMEI a primeira faculdade!...rsrsrsr... O período em que isso tudo acima aconteceu foi entre 1978-1979!...rsrsrsrs... Vou corrigir. Mas, como foi o que DEFINIU meu perfil profissional DE VERDADE, meu cérebro misturou as datas!...SENSACIONAL!... Mas o resto é exatamente o que acho. Não quero tomar 'sonrisal', não. Não por 'nostalgia', mas pelo valor que a efervescência vai ter sempre (ética e esteticamente) para mim... +BJS Carlos!",
e aqui, a todos.

6 comentários:

Solange Maia disse...

alguns encontros a gente recebe de presente... e o que fazemos depois deles é que faz a diferença, não é ?

beijos

Anônimo disse...

Sinto por sua perda e me alegro com a generosidade que sente por alguém que lhe é tão especial.
A Vida e sua inesgotável capacidade de renovação/criação.
Beijo-lhe
Isabella

Sylvio de Alencar. disse...

Conheço-o pelas novelas, que mulheres de casa assistiam.
Soube de sua tragetória, rica, por esses dias; melhor minha informação sobre ele, aqui, através de vc.

Um post original.
Parabéns pelo seu trabalho!

Abrçs!

Calí das Mercês disse...

Nossa que interessante!

Tem pessoas que passam em nossas vidas e simplesmente fazem toda uma diferença!!

Nossa... vc fez eu refletir.

Grande beijo
=)
Passa no Café quando puder

Os brejos ao redor de minha alma agreste... disse...

PARTICULARMENTE ACHO ESSE TEMA FASCINANTE,ME ENVOLVI COM ELE APÓS ESTUDAR ALGUNS TEXTOS DE ANTROPOLOGIA...
SÓ FALTA MINISTRAR ESSAS OFICINAS AKI EM TOCANTINS,PRINCIPALMENTE TOCANTINÓPOLIS,ONDE AS RELAÇÕES SÃO MUITO COMPLICADAS E INTRIGANTES.
BJOS!!!!!
RITA DE CÁSSIA
P.S. TO TE SEGUINDO

Os brejos ao redor de minha alma agreste... disse...

AH! GDE BUZA!
BJOS
RITA DE CÁSSIA